Segunda-feira, Novembro 30, 2009

"Didas..."


Foi de repente. Foi como se um soluço ficasse preso cá dentro, a subir pelo peito, lentamente, sem explodir. Ainda sinto a cabeça a andar à roda, num misto de confusão e racionalidade. Tenho as mãos a suar e já me vi ao espelho – estou mais branca do que o habitual e falta-me um brilho qualquer no olhar, que está parado. Sinto-me a latejar por dentro mas não posso chorar… Porque, quando a questão é grave de mais sou sempre tão racional que se me encontrar num reflexo qualquer quase que me pergunto: quem és tu?...
- “Quem sou eu? Sou a menina que queria ir a correr ter contigo, deitar-me ao teu lado nessa cama em que te imagino sozinho, abraçar-te muito e dizer ‘vai ficar tudo bem, eu estou aqui para o que precisares, para sempre, vais ficar bem!’”.
Porque gosto de ti como se fosses do meu sangue. Porque mesmo que passassem mil anos sem falarmos, existe algo inexplicavelmente mais forte que me liga a ti. E só queria ouvir-te responder: “Didas… Foi só um susto. Estou bem. Foi uma lição para todos nós que andamos para aqui a viver o imediato de forma alucinante sem pensar no futuro ou no mal que fazemos a nós mesmos, mas aprendi, aprendemos todos. Estou bem.”
* Tiramos esta foto juntos... E eu sei que é todo este areal que vou percorrer, a correr de mãos dadas contigo, a rir, até ao mar - não tarda nada - sem que tudo isto não tenha passado de um aviso para todos, nada mais!

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Assim...

“Assim,
Começou assim
Uma coisa sem graça
Coisa boba que passa
Que ninguém percebeu…”

Ainda te lembras? Às vezes questiono-me se ainda ouves música. Se ainda respiras. Se ainda abraças o sol de manhã, Se ainda sonhas. Se ainda corres na rua, sem destino, só pela vontade de sentir o ar frio no rosto e as pernas a tropeçarem, com vida própria, pela velocidade…

Ainda te lembras? Às vezes questiono-me se ainda acreditas. Se ainda pensas em mim antes de dormir. Se ainda bebes leite gelado pelo pacote, sem ninguém ver. Se ainda acreditas que vais mudar o mundo, que vais “ser alguém”.

Ainda te lembras? Às vezes questiono-me se a minha casa tivesse janela para a frente, se voltavas a esperar que te acenasse, antes de ires embora, com o rosto quase colado ao vidro do carro. Se ainda te ris sem saber porquê. Se o teu coração ainda bate mais forte, de repente, e as mãos suam sem razão lógica aparente.

Ainda te lembras? Às vezes questiono-me porque a vida muda tanto a gente e porque não basta um abraço e um sorriso para ficar tudo bem. Como na infância. Ontem voltaste-te para trás à despedida, olhaste-me, depois do abraço, do nosso abraço. E, esse gesto já tão perdido no tempo, fez-me ouvir música cá dentro, respirar profundamente, sentir o calor do sol mesmo sendo noite, sonhar acordada, correr pela rua, acreditar, pensar em ti antes de adormecer, beber leite gelado atrapalhadamente e deixa-lo escorrer pelo rosto, acreditar que vou mudar o mundo, ir à janela - que nem tenho - ver se estarás lá em baixo à minha espera, rir, rir e rir e sentir o coração a bater quase junto á boca, quase a saltar do peito…

“Fez-se uma pausa no tempo
Cessou todo meu pensamento
E como acontece uma flor
Também acontece o amor!”

Lembras-te quando éramos pequeninos e bastavam dois beijos no rosto e um pedido de desculpa, com cara de medo, para desatarmos a correr, de novo, os dois juntos, para o escorrega, sem mágoas, com o coração sarado?... As crianças têm razão, do alto do seu meio metro têm sempre razão, são justas, na inocência dos justos, porque tudo o que é importante não se vê com os olhos ou com a razão, vê-se com o coração. Sente-se. Cá dentro. E por vezes tenho a certesa que ainda te lembras e todas as questões deixam de fazer sentido.

Afinal - mais uma vez - parece que não sou a única a oscilar.

Só pensamos no que queremos no próprio instante em que o queremos, e mudamos de vontade como muda de cor o camaleão. O que nos propomos em dado momento, mudamos em seguida e voltamos atrás, e tudo não passa de oscilação e inconstância. “Somos conduzidos como títeres que o fio manobra” (Horácio)

Michel de Montaigne in ensaio “Da incoerência das nossas acções”

Terça-feira, Novembro 24, 2009

O mordomo dos tempos modernos.

“Olá. Tenho 34 anos, sou acompanhante, 1,75m, com muita boa aparência, super discreto, sigiloso e ultra-higiénico. Sou totalmente desinibido e se quiseres obter mais alguma informação (disponibilidade, condições, fotos, etc.) por favor contacta-me. “
Este é um excerto do anúncio do Filipe, com 35 anos, que atende senhoras. Faz de acompanhante, de motorista, dá massagens, cozinha e dispõe-se a concretizar as fantasias de qualquer mulher. Diz-se divertido, bom conversador, discreto, honesto e paciente - e nós acreditámos, porque quem é um bom profissional a aturar mulheres só pode ter estas catacterísticas e mais algumas. Cobra ente 75€ (uma massagem), até 300€ (por um dia bem passado que inclui jantar e tudo!). As despesas de aluguer de carro, hotel, etc são por conta da cliente.
Contra factos não há argumentos: “alguma vez esteve com alguém unicamente preocupado com o seu prazer? Um homem que lhe faz uma massagem, o jantar e que a ouve?”. Não poderia ser mais sugestivo, apenas me atreveria a acrescentar: um homem que não fale do que não lhe apetece ouvir, que não olhe para a televisão fixamente mesmo que estejam a dar as televendas, um homem que não chateia, que não critica e que só opina de acordo com o que a mulher quer ouvir. Um homem que elogia, que apoia, que lhe diz que está bonita mesmo que tenha acabado de acordar com o cabelo género novelo de lã. Um homem que só sorri, nem que seja por pensar no dinheiro que está a amealhar para quando o corpinho já não lhe valer de muito e tiver que se reformar. Feitas as contas, por menos de 10.000€ mensais é possível ter este príncipe encantado, todos os dias do mês lá por casa. E ele ainda lava a loiça, cozinha, vai às compras, passeia o cão, passa a ferro e não ressona (porque se ressonar é só ligar para a agencia de acompanhantes e é imediatamente substituído!), veste o que quisermos e usa o tal perfume que nos deixa malucas! E isto tudo sem nunca se queixar! Por muito românticas que todas as mulheres possam ser, quem consegue resistir a este mordomo dos tempos modernos?...
* Entrevista ao Filipe na NS de 25 de Outubro de 2009, já agora, para quem estiver interessada em experimentar, o email dele é filipe.borges@yahoo.com
* * Já estou a imaginar todos os comentários que me irão deixar sobre o amor, a familia, a conquista, etc... Mas, que me importa?! Se tivesse 10 mil euros por mês a mais, estaria sem dúvida num veleiro qualquer com o meu mordomo vestido com um reduzido fato de marinheiro a trazer-me margueritas a toda a hora!

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Nós, os excessivos.

Natureza é para gente sadia, a subgente normal… Nós, excessivos em Oiro, libertámo-nos dela. Engano-me – contrariamente aumentámo-la: damos-lhe uma alma, e só o seu espírito – o espírito que lhe criamos – nos suscita os desejos.
Mário de Sá-Carneiro in Ressureição

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

No Homem maduro,

as paixões estão ao serviço da inteligência; no Homem imaturo, a inteligência está ao serviço das paixões. - Máxima Egípcia

Se...

Mal conhecemos alguém e queremos logo mudar essa pessoa. Moldá-la ao que achamos correcto ou “melhor”. Inconscientemente, desejamos que ela seja desta ou daquela forma, que faça isto ou aquilo, que vista aquele vestido com que tanto gostamos de a ver. Se nos conta algum problema, temos sempre a solução: Faz assim, não faças assado. E quanto mais gostamos menos queremos aquilo que nos é apresentado, julgando sempre que se as coisas fossem diferente, se ele fosse mais responsável, mais carinhoso, menos inconsequente, mais poupado, menos aluado, que tudo seria perfeito. Mas ele não é. Nem vai ser. Nem ela pode usar todos os dias aquele vestido com que tanto gostamos de a ver no primeiro encontro. E se usasse, a espontaneidade da descoberta, do imprevisto, deixaria de existir e o vestido perdia a graça.
Mal conhecemos alguém e, em vez da alegria da descoberta de um novo ser humano, que tanto trará para iluminar ou revelar, substituímos essa felicidade pelos desejos mais egoístas da vontade de moldar tudo ao nosso próprio eu, defeituoso. Não admiramos a diferença, a espontaneidade, o imprevisto. Não ouvimos. Julgamos, aconselhamos. Não abraçamos. Queremos que ele nos abrace. Não vamos com ela. Queremos que ela venha connosco. Não enxugamos as lágrimas. Provocamos mais. Não perguntamos “como te sentes?”, dizemos “sinto-me triste”. Mal conhecemos alguém e passamos logo a exigir que esse ser seja aquilo que nós não conseguimos ser.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Sou dois.

Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os mínimos gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouvi-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que me não recordava ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância - irmãos siameses que não estão pegados.
Fernando Pessoa - Livro do Desassossego

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

O que nasce, morre.

Um dia, Siddharta encontrou no caminho um homem em agonia, com o corpo deformado pela dor, e perguntou o que vinha a ser aquilo! "Não é nada de extraordinário, é um homem doente. Todas as pessoas adoecem", respondeu-lhe o servo. Siddharta regressou ao palácio pensativo...
Na próxima vez que foi à cidade, encontrou no caminho um velho fraco que tinha perdido a visão. Perguntou ao servo o que era aquilo e o servo disse: "Nada de extraordinário. É um velho. Todas as pessoas serão velhas". Mais uma vez, Siddharta regressou ao palácio pensativo…
Na sua terceira visita, viu passar um cortejo, onde as pessoas choravam e, dentro de uma caixa, estava um corpo que parecia repousar. Siddharta perguntou, "O que é isto?" e o servo disse, "Nada de extraordinário, é o funeral de uma criança. Todas as pessoas morrem um dia". Pela terceira vez, Siddharta regressou ao palácio pensativo…
Finalmente, na sua última visita, passou por um monge errante que pedia esmolas. A sua face reflectia um espírito tranquilo, caminhava com graça, sem medo e sem orgulho. Siddharta percebeu então que era assim quando se quebravam todos os elos e quando se compreendia o sofrimento, a causa do sofrimento, levando á extinção das causas e do próprio sofrimento. Concluiu então que resolver estas problemáticas e difundir a palavra seria útil e imprescindível para todos os Homens.

Especialmente Sartre e Beauvoir II

Já para o fim da vida, doente, Sartre consultou um médico que o avisou: se continuasse a fumar e a beber daquela forma provavelmente teriam que lhe amputar primeiro os dedos dos pés, depois os pés e, até quem sabe, as pernas! Sartre respondeu: vou pensar nisso.
Continuou a beber e a fumar desalmadamente. Mesmo quando Simone já não lhe levava bebidas nem cigarros, uma das mulheres do seu clã, dava-lhe o mimo. A Simone, Sartre mentia, especialmente a ela.
Afinal para que lhe serviam as pernas, os pés, os dedos, se todo o seu encantamento residia na palavra, na cabeça, nas ideias?... Sempre tinha detestado a natureza, os passeios no campo, o mar e o céu, se ficasse privado de correr por um campo verdejante, húmido e amplo, não ficaria privado especialmente de nada. Mas se o impedissem da vida boémia a que sempre estivera ligado… Aí, sim, seria a morte do artista!

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Pequeno-grande-almoço!

Melhor do que aqueles sacos do pão que se usavam (??) em tecido, com as iniciais bordadas (ou com o que lá quiséssemos inscrever), que se colocavam à porta de casa para o pão quentinho, só mesmo estes que alimentam corpo e alma e fazem de um pequeno, um grande-almoço!

Especialmente Sartre e Beauvoir I

“Mentia especialmente a Simone”, confessa Sartre numa entrevista relatada na biografia “Sartre e Simone – História de uma vida em comum”, de Hazel Rowley. Um livro que, apesar de volumoso, se lê de um sôfrego apenas. Uma história cheia de contradições humanas em que os criadores das regras acabam por ser engolidos, esmagados pelas mesmas, numa luta constante pela liberdade do “eu”. Um relato de um planeta incomum, o dos intelectuais, que é movido a literatura, a álcool, a boémia, a excesso, a prazer e a loucura e onde parecem não existir convenções. Este é o relato de um escândalo irresistível que transporta o leitor para as questões fundamentais que pairam na mente humana.
Até mesmo os filósofos, os génios, especialmente esses, tropeçam nas suas convicções. Sartre e Simone, que juram um ao outro fidelidade intelectual, liberdade e verdade, corromperam todas as regras numa vida que chegou a tocar o inverosímil, a insanidade, a loucura. Sartre mentiu por toda a vida, especialmente a Beauvoir, como confessa. Sartre tinha medo do incerto, tinha uma agenda semanal extremamente meticulosa e monótona onde tudo se encaixava de forma rotineira e cadenciada, contrariando toda a liberdade que proclamava. Sartre, um homem pequeno, feio e mal cuidado, afirmava que só concebia a amizade com pessoas belas. Sartre, que era ferozmente contra o casamento, chegou a ponderar casar com duas ou três das mulheres que passaram – e permaneceram – pela sua vida, “se não fosse muito demorado”, como comentou. Simone, acérrima feminista e defensora da primazia da independência financeira das mulheres, aceitava que Sartre sustentasse cerca de seis mulheres, que pertenciam ao clã de ambos. Quer Simone, quer Sartre, não respeitavam os sentimentos dos que juravam “amar”, houve até uma das suas mulheres que se chegou a suicidar, levando-os a interrogarem-se se a culpa não teria sido deles... Ambos escreveram imensos livros auto-biográficos em que punham a nu, sem escrúpulos, a vida dos que os rodeavam e onde revelavam terem-se envolvido uns com os outros numa cadência infinita de relações paralelas. Revelavam até que, cada carta que escreviam para as suas relações complementares, com juras de amor, era lida ao outro e comentada, reduzindo a nada, especialmente a nada, todas essas histórias.
A “História de uma vida em comum” é isso mesmo, a vida em comum destes dois seres, levada ao estremo. É a história de Sartre e Beauvoir. Apenas deles, especialmente deles. Porque, embora tivessem uma relação aberta, nunca ninguém coube verdadeiramente nela. Pelo sumo desta intensa biografia percebe-se que, o Castor, como ele lhe chamava, foi especialmente submisso a Sartre, amando-o como todas as outras mulheres amam um homem: cedendo, aceitando, idolatrando, apaziguando, vivenciando, sendo a mulher condenável do Segundo Sexo, a mulher que assume a condição de mulher.

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Quiçá...

Estou feliz por duas vezes por ano ter que fazer um trabalho que odeio. É o retiro que preciso para dar valor ao que tenho diariamente. E não sei porquê, desta vez nem tem sido tão mau… Talvez o Homem se vá conformando com o que o rodeia e tudo não passe de uma questão de hábito. Ou então de conformismo, quiçá…

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Incompreendida...

(...)
De Formião, filósofo elegante,
Vereis como Anibal escarnecia,
Quando das artes bélicas, diante
Dele, com larga voz tratava e lia.
A disciplina militar prestante
Não se aprende, Senhor, na fantasia,
Sonhando, imaginando ou estudando,
Senão vendo, tratando e pelejando.
(...)

Camões, num lamento por ser incompreendido. Tal e qual como me sinto hoje: Incompreendida pelo escárnio dos que não sabem que aqui dentro também mora um coração.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Como eu não possuo

Quero sentir. Não sei... perco-me todo...
Não posso afeiçoar-me nem ser eu:
Falta-me egoísmo para ascender ao céu,
Falta-me unção pra me afundar no lodo.

Mário de Sá Carneiro

Como é que alguém partiu aos 26 anos pôde deixar tantas marcas neste mundo?! Membro da geração Orpheu, poeta, responsável pela introdução do Modernismo, contista, ficcionista… Conheceu Pessoa, o seu mais compreensivo amigo, e Almada Negreiros, estudou na Sorbonne, influenciou vários escritores… Foi extravagante em vida e até na morte! Louco, insatisfeito, inconformista. Fez mais em apenas pouco mais de duas décadas do que a maioria de nós numa vida inteira. Aliás, o que andamos a fazer nós, os que não fazem nada, durante tanto tempo?! A olhar para o tédio?... À procura do elixir da vida eterna?... Se a morte é a única coisa que dá sentido à vida, porque aceitamos esta rotina alienadora de todas as glórias?...
Ouvi, há uns dias, alguém dizer que os actuais 40 são os antigos 30. Concordo e diria mais: são os actuais 20 ou 15. Nesta correria em que vivemos afinal o tempo é longo de mais para sermos alguém. E não possuimos nada... Jamais, em tempo algum, nada do que Sá Carneiro, por exemplo, possuiu: a eternidade.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Débil mental

“É feio perguntar se um amor vale ou não a pena. Uma paixão que faz exigências, que tem necessidades para satisfazer, exercendo pressão sobre uma pessoa incerta, revela uma alma sôfrega e ingrata. É pena porque são quase todas assim (as paixões).(...)
A combinação ideal é um homem apaixonado e uma mulher nem por isso. Os homens gostam mais de amar, as mulheres de ser amadas. Os homens têm medo de ser amados. Apetece-lhes fugir. As mulheres não gostam de se ver apaixonadas. Perdem o respeito por si próprias. E têm medo de sofrer e de serem vistas.” - MEC in Cemitério de Raparigas
este excerto não tem nada a ver com nada o que me vai na alma nem quer dizer nada de nada mas como sou baralhada por natureza apetece-me baralhar um pouco mais e desconcertar(-me) aliás nem concordo com o que está aqui escrito apesar de ter sido o grande MEC por vezes queria era ser menos débil mental e não esmagar tudo com este meu feitiozinho de bradar aos céus e com esta mania de que posso tudo digo tudo choco tudo e todos apetece-me um café amargo e um rebuçado para adoçar o coração vou tomá-lo saboreá-lo e aproveitar porque de caminho o café aqui passa a custar 25 cêntimos e hoje ainda é de graça não que seja poupada outra coisa que devia mudar nem que ligue muito a dinheiro afinal para que serve o dinheiro se não for para gastar mas apetece-me desconversar e mudar este excerto não tem nada a ver com nada o que me vai na alma a não ser o título do livro que era onde eu deveria estar para ver se renasço com tino e deixo de ser esta menina mimada que tudo quer e não sabe nada claro que todos os amores valem a pena hoje porque amanhã podem não valer de nada mas penso isto agora e daqui a meia hora já penso o contrário sou mesmo débil mental e não me apetece usar pontuação que é para ver se começo a poupar que a vida está cara