Segunda-feira, Julho 06, 2009

Choose life.


Ontem emoldurei este poster, que já estava em lista de espera há algum tempo. É grande. Pendurei-o na sala, em frente ao sofá. Não consegui deixar de olhar para ele. Não consegui deixar de ler as frases vezes e vezes sem fim.

Choose Life. Choose a job. Choose a career. Choose a family.

Como que hipnotizada. É bonito, o poster. Fica giro na minha sala, por cima da televisão, em frente ao sofá. Mesmo em frente ao lugar onde me costumo sentar. Mas não consigo parar de ler...

Choose a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance. Choose fixed interest mortage repayments.

Vezes e vezes sem conta. Até as palavras deixarem de ter significado e serem apenas um amontoado de letras. Mesmo em frente ao lugar onde me costumo sentar.

Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning.

Lembro-me onde comprei o poster. Não me lembro em que dia foi, mas já foi há algum tempo. Lembro-me de a pessoa que estava comigo dizer que sempre tinha gostado daquela frase do Transpotting. Não me lembrava de o ter comprado… Ou gostado.

Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth.

Quando o vi, surpreendeu-me a minha própria escolha, mas não me fez confusão – nem as frases, nem a enormidade de letras. Mal o coloquei na parede transformou-se. Julgo eu. Ou transformou-me. É bonito mas é intenso.

Choose rotting away at the end of it all, pishing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourself.

Sentada no sofá. No lugar onde me costume sentar dia após dia. Fez-me voltar às questões de que muitas vezes tento fugir. Às questões que por vezes me atormentam mas que se desvanecem com a “maldita vidinha” do dia-a-dia.

Choose your future.
Choose life.

Sexta-feira, Junho 26, 2009

: -)

Lembro-me de ter mais ou menos uns 12 anos, o quarto forrado a posters do Michael Jackson e a certeza de que quando fosse grande ia casar com ele. Lembro-me de ver este vídeo clip numa cassete VHS onde gravava tudo o que passava sobre ele na TV e rir às gargalhadas! Lembro-me também, na altura, de ler algures que ele tinha dito numa entrevista que queria morrer antes dos 40. Durou mais uma década. (Aliás, nem sei como durou tanto!) Vai ficar para sempre vivo na história como o Rei da Pop ou então, como dizia o meu pai sempre que entrava no que ele apelidava de "antro do Michael Jackson", como o preto mais branco do mundo! :)

Sexta-feira, Junho 19, 2009

:-)

Sábado, Junho 06, 2009

Maldita naftalina.

Já há algum tempo, a ouvir na Antena 3 o Alvim a falar com já nem sei quem, ri-me. Bastante. Por ouvir alguns dos meus próprios pensamentos. Não sei o porquê da conversa, sei que falavam de Velhos. Mas falavam de velhos com aquela irascibilidade que só quem não tem papas na língua consegue falar de Velhos. Sem medos. Velhos com letra maiúscula.
Quando é que passamos oficialmente para o lado de lá? Para os Velhos?! Não é aos 65, nem aos 70, nem aos 80. Não é quando temos aquele desconto especial no cinema ou borlas nos museus. Passamos realmente a ser Velhos quando, subitamente, vamos com alguém a um café e sentamo-nos os dois, lado a lado, do mesmo lado da mesa, sem percebermos porquê. Quando, de repente, no supermercado, as contas deixam de fazer sentido, conferimos tudo ao milímetro e o troco parece estar sempre mal. Somos Velhos quando a Sr.ª Manela da mercearia deixa de ser só a Sr.ª Manela da mercearia e passa a ouvir todas as nossas dores, queixas e lamúrias. Quando, de repente, a panóplia de medicamentos que tomamos passa a ser o mote para horas e horas a fio de conversa, no tal café, lado a lado com uma amiga qualquer. Somos Velhos quando vamos ao médico e ele diz "Não tem nada, está rija como um figo!" e, mesmo assim, não acreditamos e fazemos todos os exames que houverem para fazer. Algum mal temos que ter!
Ser velho não é ter rugas, a perna murcha ou netos e bisnetos a correr pela casa. Ser velho achar que vamos ser invadidos por uma infestação de traças e comprar aquelas bolinhas horríveis que se colocam no armário e cheiram a naftalina! Por toda a vida.

Sexta-feira, Maio 29, 2009

Um dia...

...quando fores velho e já não conseguires correr por uma rua a descer, com as pernas aos tropeções e o coração aos saltos, como se não houvesse amanhã... Vais perceber. Um dia. Quando já não conseguires rir às gargalhadas por motivo algum, agarrado à barriga, com as lágrimas a saltar dos olhos... Um dia. Vais perceber. Que o melhor da vida é o tempo.
O tempo passado num colchão no chão abraçado à pessoa amada, num sótão qualquer, com o sol da manhã a entrar. O pequeno-almoço na cama mesmo que seja de pão com manteiga e café com leite. Um dia na praia só a sentir o calor na pele e a brisa do mar. Um pôr-do-sol ao fim da tarde num paredão qualquer. Uma noite de gargalhadas com os amigos do costume. Um pic-nic no pinhal. Um abraço. Um banho de imersão com aquela pessoa de corpo morno, suave, beijo fácil e molhado. Uma rosa colhida sem motivo aparente. Uma carta que aparece no correio sem razão. Um beijo roubado. Tempo para estar, ser, sentir, perceber.
Um dia, quando fores velho e o tempo for tão grande mas tão vazio de tempo... Vais perceber. Que o que importa é rir. Sonhar. Amar. Estar. Entregar. Dar. Sentir. Cheirar. Provar. Beijar. Um dia. Vais perceber que o melhor dá vida não tem preço. E é tão caro... E quando perceberes, eu vou estar lá. À tua espera. Para o pic-nic, para o banho, para a tarde passada na praia, para o beijo, para o abraço pertado e para as gargalhadas sem fim por toda a parte. E se for tarde de mais e já não conseguires rir à gargalhada até doer a barriga, eu vou estar lá na mesma. Para ti.

Quinta-feira, Maio 28, 2009

O meu blog está em stand by...

...como eu.
Preciso de férias. Sol. Praia. Caipirinhas. Mar. Pousada à beira mar. Beijos. Sorrisos. Gargalhadas. Não fazer nada. Estar simplesmente em qualquer parte menos aqui.

Sexta-feira, Maio 22, 2009

How it end up like this?

Quinta-feira, Maio 21, 2009

Se eu casasse com a filha da minha lavadeira...

...Talvez fosse feliz.

Álvaro de Campos

Filme à Tarantino!

Ontem um distinto senhor cuja profissão é vestir mulheres nuas (???), que aparecem em revistas consideradas mais ou menos sérias, comentou a propósito da minha pessoa: - Ah!... Tiraste jornalismo! E agora andas a carregar caixas?!

Não contente com isso, ainda acrescentou, com aquele ar sarcástico dos que acham que se podem falar com Deus porquê falar com intermediários (foi ele próprio que também fez questão de partilhar essa máxima comigo): - Aposto que o teu sonho era ser escritora...

Sorri e disse-lhe: - Vamos fumar um cigarro à varanda? (Note-se que estávamos num terceiro andar mesmo muito alto daqueles prédios Pombalinos de Lisboa)

Resposta: - Vamos.

Chegámos à varanda. Agarrei-o pelo pescoço. Depois de ele terminar de fumar o seu cigarro. Sorri, empurrei-o e foi vê-lo cair os três andares com aquela cara afogueada, a esbracejar e a gritar, contra a parede, contra as varandas, sangue por todo lado... E BUM! Espatifou-se lá em baixo com um som seco.

Dei uma última baforada, arranjei o cabelo e apaguei o cigarro calmamente num cinzeiro que lá havia.

- Agora fala com Deus que já não tens intermediários! , pensei.

Sexo na escola.

"Bom, eu estou já a avisar que isto hoje tem uma bolinha vermelha ao canto. E isto porquê? Porque hoje fala-se aqui de S-E-C-S-O. Sexo. Eu até me sinto um bocado como aquela senhora americana de idade, da televisão, que fala de trungalhunguice. Aliás, falar é a única coisa que lhe resta, porque fazer, está quieto. Já não há tempo nem costas para isso, não é verdade?Pois bem, anda para aí sururu do grosso, derivado a esta ideia, da Juventude Socialista, de distribuir preservativos pelas escolas do nosso Portugal. Dizem os pais que isto é uma pouca vergonha, porque vai estimular a juventude a descobrir a loucura da sexualidade. É bem verdade: até haver preservativos nas escolas, se há coisa em que a juventude não pensa é no sexo. Nada. Estão os jovens sossegados a pensar nas coisas deles – as colecções de selos, a matemática, o macramé – e vêm agora dar-lhes preservativos?
Ainda por cima uma borracha que impede de engravidar, quando as aulas de Religião e Moral lhes ensinam que relações sexuais é para procriar! O que vai ser das jovens de 14 anos, sem filhos? Tem de haver mais educação sexual nas escolas, isso parece-me bem, e parece que uma escola pioneira destes novos métodos de falar sobre o assunto é a Escola Básica Sá Couto, de Espinho. Lá fala-se de sexo até nas aulas de História! Parece é que o mundo ainda não estava preparado para os métodos inovadores da professora, que foram gravados, sem ela dar por isso, por uma aluna...
PROFESSORA: Os rapazes sonham com experiências sexuais e desde cedo! Mesmo que seja... Já vos expliquei que, quando vocês se levantam com as cuecas molhadas ou com as calças molhadas, já aconteceu a toda a gente. Não estou a dizer nada de errado. Se os vossos pais ainda não vos disseram, é porque não vos sabem educar.
A professora de taras sexuais... perdão, de História, começou a ser então alvo de críticas por parte dos pais que ouviram a gravação, e noutra aula desata a insultar os ditos pais e a dizer...
PROFESSORA: Andei 12 anos na escola, 4 na faculdade, dois nos estágios, dois numa pós-graduação e um numa especialização!E diz ainda à aluna que se queixou dela aos pais...
PROFESSORA: Tu nem sabes no que te metestes!Ninguém questiona que a senhora professora teve esses anos todos de escola, mas fez gazeta a algumas de português. É no que dá andar sempre a pensar em sexo!"


Publicado por Dona Rosete em http://tsf.sapo.pt/

No meu tempo não havia telemóveis para fazer estas gravações, se os houvesse, os paizinhos até iam corar de vergonha. Ora quando frequentava o 6º ano existiam umas aulas chamadas oficialmente de "Religião e Moral". Eram opcionais. No início só os mais betinhos as frequentavam, os tótós, como seria de esperar. Mas após a primeira semana começaram a ouvir-se boatos de que nessas aulas se falava de tudo menos de Religião e Moral.
A professora, uma senhora gordinha e sorridente na casa dos 40, aproveitava aquelas duas horas por semana para falar de sexo abertamente. Orgasmos, sexo anal, sexo oral, masturbação e tudo mais que possam pensar. Métodos contraceptivos, sim de vez em quando também comentava esse assunto.
Mal se soube sobre o que versava a matéria, as inscrições nas aulas facultativas aumentaram em catadupa. Se não me falha a memória, eram poucos, ou nenhuns, os que não frequentavam as aulas de Religião e Moral. Estávamos em 1993 e via-mos filmes bastante impróprios para os onze, doze anos, que todos tínhamos. Havia temas e situações que nem percebia.
Quando terminou esse ano, fomos todos juntos para a escola pública. Existia lá também Religião e Moral e, para gosto dos papás e professores, todos nos inscrevemos. Julgo que nunca houve tantas inscrições em tal disciplina como nesse ano.
No primeiro dia de aulas, estávamos todos contentes à espera da tal disciplina, ansiosos, quando aparece um padre com a fatiota e tudo, com a bíblia de baixo do braço e começa a falar sobre Jesus e temas a fim. Desilusão.. Afinal era aquilo Religião e Moral??!!

Já basta não estar bem!

Pergunta:
- Estás bem?
Resposta:
- Nem por isso.
- Há novidades?
- Não.

Não. Não. Não. Não. Não está bem. Não tem novidades. Não lhe apetece falar. Só quer deixar de acordar às 4h da manhã, todos os dias, com o coração pequenino. A noite é tramada. À noite todos são frágeis e pequenos. Por algum motivo as crianças têm medo do escuro.
Às 4h da manhã, todos os dias, fecha muito os olhos e pensa: "dorme, dorme, dorme, dorme por favor". Enrosca-se muito de baixo dos cobertores, cerra os olhos com força e já nem quer saber se vai dormir pouco ou muito, só quer que o despertador toque para ver o sol e esquecer a noite.
"Dorme, dorme, dorme, dorme por favor". Não há nenhum botão de "delete"? Não dá para carregar no "pause" e parar de pensar? "Dorme por favor..."!

Pergunta:
- Mas pareces bem!
Resposta:
- Ainda bem. Já basta não estar bem! :)

Segunda-feira, Maio 18, 2009

E esta, hein?

Se fosse o MEC vociferava que “o amor é mesmo tramado e que é quando tudo termina – e termina sempre algum dia porque o para sempre é uma historieta da merda – é quando se ama mais ainda”.
Se fosse a Florbela provavelmente estava a escrever um poema sobre os olhos roxos, a dor de perder o ser amado – aquele ser cândido e ideal que partiu de repente.
Se fosse a Rebelo Pinto, contava “fui jantar com um grupo de amigas divorciadas ou mal-amadas, fomos a um restaurante muito bem no bairro alto, falamos a noite toda muito mal dos homens e sinto-me nova. Pronta para outra.”.
Se fosse a minha avó diria: “Pensa é no trabalho e deixa-te de coisas. Bebe o óleo de fígado de bacalhau até ao fim e ficas nova”.
Se fosse Fernando Pessa colmataria com um “E esta, hein?”

Quinta-feira, Maio 14, 2009

Por isso escrevemos romances - porque ninguém acredita neles.

"Nascemos todos com vontade de amar. Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são bem-vindos, às vezes, mas não são os que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende.Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances - porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve. Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa ser o que é. Só na solidão permanece...
O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido. [...]"
MEC

Outra vez os palavrões, desta vez sem MEC à mistura.

Há pessoas que podem dizer “merda”. Em qualquer ocasião. Dizem-no de uma forma especial e, quando o fazem, a palavra ganha força, vida e descreve perfeitamente o que pretendem. Dizem “merda” de forma elegante como se estivessem a dizer “ontem fui a Serralves e fiquei fascinada com a exposição que vi”. É apenas uma palavra. Forte. Mas sabem-na aplicar exactamente quando ela é precisa.
Existe outro tipo de pessoas. Um segundo tipo, à parte, vulgar. Mesmo que não digam “merda”, “foda-se” ou “puta”, parecem falar sempre de forma insultuosa. Dizem palavrões sem os dizerem realmente. Estão lá dentro. Delas. E não é do berço, porque o berço está no sangue, não especificamente no lugar exacto em que se nasceu. São do bairro, mas daquele bairro que mora em qualquer parte, nas melhores ruas, nos melhores colégios e nas melhores famílias. Precisavam que alguém lhes desinfectasse a língua. Não só a língua, principalmente as expressões, a postura, a presença. Ninguém tem culpa de não ter tido educação, ou possibilidades, mas toda a gente tem culpa de não olhar, absorver, aprender ou auto-educar-se.
É fodido… Como diz o MEC: “Os palavrões são palavras multifacetadas, muito mais prestáveis e jeitosas do que parecem. É preciso é imaginação na entoação que se lhes dá. Eu faço o que posso”.

Segunda-feira, Maio 11, 2009

...

Entrei no teu jogo, Como um Louco
Fui ingenuo e tu tão fatal...

Joguei-me todo e foi tão pouco
O amor é o teu instinto mais cruel

Enquanto te sigo melhor me faço
O teu troféu

Entrei no teu jogo como um Louco
Eu sou o teu escravo mais leal...

Ordena que te ame
E odeia quando falho
mas usa e abusa de mim e eu serei feliz
até ao fimmmmm

Marquei as unhas no corpo,
tornei-me um bicho irreal.

Infectei o lugar onde me punhas,
O amor é este monstro final.

Gostas do teu trofeu erguido neste inferno.

Marquei o corpo com as unhas,
Pus-me louco tão original.

Ordena que te ame,
E odeia quando falho,
mas usa e abusa de mim e eu serei feliz,
até ao fimmmmm

Ordena que te queira,
E odeia quando paro,
Leva-me, arrasta o meu corpo,
Desfeito em pó.

Ordena que te ame,
E odeia quando falho,
mas usa e abusa de mim e eu serei feliz,
até ao fimmmmm

Ordeno que me odeies
Olho porque sofras
Do que uso e abuso é sempre assim
Morrerá por mim
Ordeno que me odeies
Amo que tu sofras
Do que uso e abuso é sempre assim
Morrerá por mim

Quinta-feira, Maio 07, 2009

Perdi...

Hoje morreu um pedaço de mim. Não sou de desistir. Nem de me lamentar. Nunca fui. Acredito que tudo tem remédio e o que não tem, remediado está. Mas hoje morreu - mesmo que temporariamente por via acidental - um sonho. Uma parte grande dentro do meu coração. Vou ter que ser corajosa e dizer: desisto. Perante todos. A palavra que mais me custa dizer. Desisto. Perante mim. Perdi....





...esta empreitada. Estou pronta para outra. Como sempre.

Porque sou apenas um, se posso ser todos?!

Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.

Mário Sá-Carneiro

O princípio da identidade. Quem sou? O “eu próprio”, o “eu outro”, ambos ou nenhum destes? Sou intermédio, entre aquilo que sou, aquilo que mostro e aquilo que queria ser? Ponte que vai de mim para mim… Fico a meio, no tédio. Uma das questões/confusões/buscas do ser humano. A busca da identidade como alívio de resposta a todas as outras eternas questões.
O desdobramento, a dispersão da personalidade, nuns mais evidente que noutros… Afinal, porque sou apenas um, se posso ser todos?!

Terça-feira, Maio 05, 2009

Os enganadores.

Estou que nem posso… Já não tenho idade para ir à queima à semana. Acho que a meio da noite me esqueci que já sou grande e que hoje é dia de trabalho e perdi a conta aos shots malucos que bebi.
Estou sempre a dizer que sou miúda, que ainda sou uma criança, mas a verdade é que me senti bastante grande junto das pessoas com vinte e poucos anos com quem falei. Já nem coragem de cravar bebidas como se a minha vida dependesse desse feito, tenho. Ou de pedir shots e quando eles são servidos, baixar-me e desatar a correr para trás da barraca, como nos bons velhos tempos.
Estou velha, é o que é. Apetece-me dizer a todas as pessoas que por lá andam “aproveita como se não houvesse amanhã porque esses são os melhores tempos da tua vida e passam tão depressa…”. Ou seja, aqueles discursos muita chatos que os cotas me diziam na minha altura e que não entendia.
É verdade, a faculdade é o melhor tempo da vida de qualquer um… É com nostalgia que vejo aqueles olhares sem preocupações, como se nada tivesse consequências, nem motivo aparente para existir. Os namoricos, os exames, as chatices com as amigas, os copianços, as noites académicas em bares que não lembra a ninguém, os flirts, os profs, os sonhos, a semanada, o bar da faculdade, as jantaradas nas tascas manhosas,… Que saudades da única preocupação ser a de inventar alguma aldrabice aos cotas para justificar alguma cadeira ou ano perdido.
Aqui, que ninguém me ouve, se fosse hoje acho que tinha perdido muitos e muitos anos e aproveitado ainda mais. Mais tempo. Mal se põe um pé fora da faculdade, com o canudo, ainda as últimas férias grande estão a terminar e já os papás nos olham com outro olhar. O olhar das obrigações, das responsabilidades, do “bem-vindo ao mundo dos grandes”. Devia ter feito como muitos e dizer “afinal não era aquela a minha vocação, acho que me vou inscrever em filosofia” e continuar naquele mundo livre e boémio. É que, ou se faz isso logo de seguida, sem lhes dar tempo para pensar e nos dar aquelas boas-vindas, ou já não há escapatória possível. Agora, mesmo que quisesse não conseguia “abdicar” das responsabilidades e obrigações e voltar a estudar sem trabalhar. Infelizmente. Que raiva. Como disse uma vez uma pessoa que conheci e que já nem do nome me lembro, esses “são uns enganadores”. E quem me dera ser uma enganadora! Ser condecorada duxe da faculdade, perder anos a fio na tuna e na comissão de praxe e o único horário a cumprir ser o do encontro no bar para matar uns finos, à tarde.

Segunda-feira, Maio 04, 2009

E o meu dia fez-se mais feliz!... :-)

Porque é que o sol me faz tão feliz? J Porque quando está bom tempo acordo logo pela manhã com um sorriso gigante, vontade de sair da cama e de “laurear a pevide”? Dou-me definitivamente bem com o Verão. Ando saltitante, feliz e contente, os problemas parecem mais pequenos e as alegrias muito maiores. O Verão, para mim, é sinónimo de poucas horas de sono, muitas horas passadas à noite, com os amigos, a beber uma Caipimel nas palmas e a ter conversas intermináveis, tardes passadas na praia ao fim-de-semana a recuperar o sono embrulhada na toalha, noites que acabam com um pequeno-almoço numa confeitaria qualquer, almoços à beira-mar, lanches até o sol se pôr e muitas horas de felicidade. Até o trabalho parece ser mais curto e a vida mais animada! Só queria que nunca mais chegasse nenhum inverno para nunca mais ver a noite chegar às cinco da tarde!

Natiruts – Me namora
(Porque esta música só me faz lembrar reaggae, Alentejo, sol, amigos e felicidade!)
Lembro que te vi caminhar
Já havia um brilho no olhar
E junto com um sorriso seu
O teu olhar vem de encontro ao meu
E o meu dia se fez mais feliz
Mesmo sem você perto de mim
Mesmo longe de mim...
Eu fico o tempo todo a imaginar,
O que fazer, quando te encontrar
Mas se eu fizer, o que vai dizer?
Será que é capaz de entender?
Mesmo se não for eu vou tentar,
Vou fazer você me notar
Por isso eu vim aqui te dizer...
Me namora, pois quando eu saio eu sei que você chora
E fica em casa só contando as horas
Reclama só do tempo que demora
Abre os braços vem e me namora
Eu quero dar vazão ao sentimento
Mostrar que é lindo o que eu sinto por dentro
Beleza essa que eu te canto agora
Abre os braços vem e me namora
Eu penso estar vivendo uma ilusão
Sem saber se me quer ou não?
Quem dera se a resposta fosse sim
Mas acho que já nem liga pra mim
Se for assim o meu coração
Sofre, só, sem você em vão
Bate mais triste, então....
Mas ele ainda pode se alegrar
Se de repente você reparar
Que com você também aconteceu
Que sente amor tão grande quanto o meu...
Abra os olhos, veja quem te adora
E sonha com você no mundo a fora
E volta só pra te dizer...

Domingo, Maio 03, 2009

Definitivamente, o MEC tem tomates! :-)

Já me estão a cansar... parem lá com a mania de que digo muitos palavrões, caralho! Gosto de palavrões! Como gosto de palavras em geral. Acho-os indispensáveis a quem tenha necessidade de dialogar... mas dialogar com caracter! O que se não deve é aplicar um bom palavrão fora do contexto, quando bem aplicado é como uma narrativa aberta, eu pessoalmente encaro-os na perspectiva literária! Quando se usam palavrões sem ser com o sentido concreto que têm, é como se estivéssemos a desinfectá-los, a torná-los decentes, a recuperá-los para o convívio familiar. Quando um palavrão é usado literalmente, é repugnante. Dizer "Tenho uma verruga no caralho" é inadmissível. No entanto, dizer que a nova decoração adoptada para a CBR 900' 2000 não lembra ao "caralho", não mete nojo a ninguém. Cada vez que um palavrão é utilizado fora do seu contexto concreto e significado, é como se fosse reabilitado. Dar nova vida aos palavrões, libertando-os dos constrangimentos estritamente sexuais ou orgânicos que os sufocam, é simplesmente um exercício de libertação. Quando uma esferográfica não escreve num exame de Estruturas "ah a grande puta... não escreve!", desagrava-se a mulher que se prostitui. Em Portugal é muito raro usarem-se os palavrões literalmente. É saudável. Entre amigos, a exortação "Não sejas conas", significa que o parceiro pode não jogar um caralho de GT2. Nada tem a ver com o calão utilizado para "vulva", palavra horrenda, que se evita a todo o custo nas conversas diárias. Pessoalmente, gosto da expressão "É fodido..." dito com satisfação até parece que liberta a alma! Do mesmo modo, quando dizemos "Foda-se!", é raro que a entidade que nos provocou a imprecação seja passível de ser sexualmente assaltada. Por ex.: quando o Mário Transalpino "descia" os 8 andares para ir á garagem buscar a moto e verificava que se tinha esquecido de trazer as chaves... "Foda-se"!! não existe nada no vocabulário que dê tanta paz ao espirito como um tranquilo "Foda-se...!!". O léxico tem destas coisas, é erudito mas não liberta. Os palavrões supostamente menos pesados como "chiça" e "porra", escandalizam-me. São violentos. Enquanto um pai, ao não conseguir montar um avião da Lego para o filho, pode suspirar após três quartos de hora, "ai o caralho...", sem que daí venha grande mal à família, um chiça", sibilino e cheio, pode instalar o terror. Quando o mesmo pai, recém-chegado do Kit-Market ou do Aki, perde uma peça para a armação do estendal de roupa e se põe, de rabo para o ar, a perguntar "onde é que se meteu a puta da porca...?", está a dignificar tanto as putas como as porcas, como as que acumulam as duas qualidades. Se há palavras realmente repugnantes, são as decentes como "vagina", "prepúcio", "glande", "vulva" e escroto". São palavrões precisamente porque são demasiadamente ínequívocos... para dizer que uma localidade fica fora de mão, não se pode dizer que "fica na vagina da mãe" ou "no ânus de Judas". Todas as palavras eruditas soam mais porcas que as populares e dão menos jeito! Quem é que se atreve a propor expressões latinas como "fellatio" e "cunnilingus"? Tira a vontade a qualquer um! Da mesma maneira, "masturbação" é pesado e maçudo, prestando-se pouco ao diálogo, enquanto o equivalente popular "esgalhar um pessegueiro", com a ressonância inocente que tem, de um treta que se faz com o punho, é agradavelmente infantil. Os palavrões são palavras multifacetadas, muito mais prestáveis e jeitosas do que parecem. É preciso é imaginação na entoação que se lhes dá. Eu faço o que posso.
Miguel Esteves Cardoso

A "vidinha" é uma convivência assassina.

Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição.
Miguel Esteves Cardoso = apenas porque escreveu esta crónica primeiro que eu. :)

Quinta-feira, Abril 30, 2009

Acho que sim! Acho que não!

Acho que sim!
Ele agora não vai mais voltar
Eu vou ter mesmo que me acabar
na bebida ou noutra coisa assim
Acho que não!
Ele até que já se arrependeu
Ja rolou no mundo, sem ninguem
Ja sofreu e já bebeu
por mim tambem
Por que não termina este conflito?
Ele ausente e eu aflita
esperando o dia...
Vem depressa,meu bem!
Você voltando então
vai ser feliz junto de mim
Acho que sim!
Mas pode ser que...
Acho que sim! Acho que não!

Tom Jobim

Quarta-feira, Abril 29, 2009

Bang Bang... You shot me down.

Is that right?...

Slow down, Lie down,
Remember it's just you and me.
I just want you closer,
Is that (al)right?
Baby let's get closer tonight.

Last Request - Paolo Nutini

São as músicas que nos escolhem! :)

Terça-feira, Abril 28, 2009

Um retrato próprio, camaradas.

Hoje, no meio dos papéis, deparei-me com o meu relatório de estágio... Estávamos em 2005, tinha 24 anos, o curso quase completo e a cabeça cheia de sonhos. Acreditava que ia vencer. Nunca ia vender nunca a alma ao diabo. Tinha acabado o estágio no jornal O Comércio do Porto. Tinha bebido, durante pouco mais de três meses, aquela gente, aquele trabalho, aquela vida fora do tempo, lá fora. Janeiro, Fevereiro, Março e um pouco de Abril. Aquilo estava mau. O sindicado tinha ido lá algumas vezes. Ouvia. E bebia aquelas palavras. Camaradas...
Aquele tempo foi tão intenso! Vivi naquele primeiro andar, daquela rua na baixa, 100 dias como se de 100 anos se tratassem. Esqueci os amigos, os namoricos,... Esqueci toda a vida lá fora e a minha família era aquela. Tinha 25 anos, a cabeça cheia de sonhos. Era uma miúda, ia conquistar o mundo. Revia os textos com o editor no café em frente, uma tasca onde bebíamos uns finos e comíamos rissóis todos os dias. Jantava muitas vezes com eles. E almoçava. E fumava. E ria. E perguntava. E escrevia. E queria tanto que nunca acabasse... Sentia que aquele era o meu lugar. Os serviços, a agenda, as idas e vindas, a ausência de rotina, a boémia, as notícias, as perguntas,... Tudo era tal e qual como tinha imaginado. Para mim. Até aquelas gentes...
Em Abril acabou o estágio. Podia ficar, sem receber, disseram-me. Aquilo estava mau e não havia dinheiro para pagar. Recusei. Orgulho da menina que acreditava no mundo. Vim embora, com a minha dignidade e o coração desfeito.
No dia seguinte, comprei meia centena de envelopes, fiz um currículo, organizei o extenso portfolio de entrevistas, reportagens, manchetes e notícias e comecei a fazer uma base de dados em Excel com todos os órgãos de informação escrita portugueses. Desde o Expresso ao Avante, passando pelo 24 horas, não houve nenhum que falhasse na minha lista. Enviei o currículo com a bonita carta de apresentação e uma selecção dos meus trabalhos, pelo correio, para todos. Respostas? "Obrigada pelo interesse mas de momento não estamos a admitir ninguém". Algumas respostas. Poucas. Outras, de Lisboa para outro estágio não remunerado... Não podia ir.
Fiquei quase dois anos a fazer "trabalhinhos" e outros cursos sempre na esperança de conquistar o meu lugar que queria tanto para mim...
Um dia, cedi. Fui a uma entrevista para o "outro lado do palco", fiquei e comecei. Pensei que era temporário. Até hoje. Vendi a alma ao diabo.
Na altura, depois do Comércio, entreguei o meu relatório de estágio, um trabalho apaixonado. Muito. Tive 19 valores, dados quer pelo orientador interno, quer pelo externo. Ao relê-lo, agora, passados quase 4 anos, até me vêm as lágrimas aos olhos da inocência e paixão sem pudor das minhas palavras. No final, um texto de Baptista-Bastos que descrevia exactamente tudo o que estava a sentir. Tinha-me sido "dado" pelo meu editor, que admirava profundamente.
Como fui capaz de vender a alma ao diabo?? O que está escrito naquele texto sou eu. E hoje em dia já nem me reconheço...
"Gastei-me neste ofício de perfilar palavras. Profissional de um tribunal de papel, tenho procurado somar a minha débil voz à grande insurreição de choros e soluços, de protestos, recriminações e blasfémias. Rateio as palavras, arrumo-as o melhor que sei e posso, desejo sempre dar-lhes direcção e sentido, tenho os olhos estragados, arranjei uma série de tiques e um número pungente de inimigos ardorosos, quando o mundo era jovem acalentei uma ideia exaltante sobre a condição humana – e ainda há criaturas imponderadas que invejam a sobrevivência triste deste triste senhor português! (...)
Gente estranha, esta. Gente que sabe que esta coisa de escrever nos jornais custa muito mais que alguma coisa. Às vezes até se morre. Gente que diz mal uma da outra, que fomenta a quezília e estimula a intriga. Gente manhosa, maldosa, aflita, ardida, arranhada, postergada. Ah! Como eu vos amo! Como eu vos pertenço e como vocês me pertencem! Somos da mesma laia, da mesma tribo, da mesma seita.
Eh!, vocês aí, que estão a ler-me. Isto é mau, isto é péssimo, isto é absurdo, isto é inqualificável. Não é um modo de vida: é um modo de morte. Uma chatice, uma perversão, um ardil, uma fuga.
Eh!, vocês aí: juntem-se à malta."
Baptista-Bastos

Segunda-feira, Abril 27, 2009

Toca o despertador...

Gostava de deitar tudo a perder, de não ter medo. De ser. De um dia deixar de pagar as contas. Não aparecer pelas nove horas no emprego. Sem avisar. Ficar na cama. A campainha a tocar. O telefone. Sair de casa com a chave lá dentro. De propósito. Pegar no carro e não parar no vermelho. Continuar até ficar sem combustível Deixá-lo no meio da rua. O telefone que toca, até ficar mudo. A casa fechada até arrombarem a porta. As contas por pagar. Sem bens. Sem morada. Sem documentos. Nada. Só eu. Comigo mesma. Sem amarras. Uma noite passada na praia. Acordar pela manhã com o sol quente. O mar gelado no corpo nu. Rebolar na areia colante. Sem horas. O sol vai alto, é meio do dia. Uma fruta fresca pouco madura. O verniz que descasca até desaparecer. O cabelo emaranhado do sal...

Toca o despertador. Oito horas. Mais 10 minutos. Banho. Roupa. Secador de cabelo. Maquilhagem. Pão com manteiga e leite. Carteira. Chaves. Gasolina. Café. Auto-estrada. Estacionar. Trabalho. Mesa. Computador. Email. Telefone. Computador. Correio electrónico. Telefone. Café. Computador. Email. Telefone. Computador. Email. Telefone. Almoço. Computador. Email. Telefone. Computador. Email. Telefone. Lanche. Casa. Jantar. Café. Casa. Toca o despertador. Oito horas. Mais 10 minutos. Banho. Roupa. Secador de cabelo. Maquilhagem. Pão com manteiga e leite. Carteira. Chaves. Gasolina. Café. Auto-estrada. Estacionar. Trabalho. Mesa. Computador. Email. Telefone. Computador. Email. Telefone. Café. Computador. Email. Telefone. Computador. Email. Telefone. Almoço. Computador. Email. Telefone. Computador. Email. Telefone. Lanche. Casa. Jantar. Café. Casa.

Lê para mim...

Já fui ver e já voltei.

Até que ponto podemos estar enganados? Com qual lado da culpa conseguimos conviver? É legítimo aliviar a consciência para sempre? O que é certo? O que é errado? A felicidade só o é se for para sempre?

Questões cujas respostas ficam apenas na mente de quem assiste ao "O Leitor". Quem tem que ler, decifrar, é o espectador. Quanto a mim, a simplicidade é a palavra-chave. E, quem é cada um de nós para julgar? Ninguém. Somos todos uns analfabetos do coração, da mente e do sentimento humano. Quando existe a descoberta de um ponto obscuro, todo o claro se desvanece, toda a felicidade vivida sucumbe aquele pequeno ponto e no final não resta nada. No final, após a morte, tudo é perdoado para que o osbcuro descanse em paz e não nos atormente mais. «Porquê? Por que razão, quando olhamos para trás, o que era bonito se torna quebradiço, revelando verdades amargas? Por que razão se tornam amargas de fel as recordações de anos felizes de casamento, quando se descobre que o outro tinha uma amante durante todo aquele tempo? Por que não era possível ter sido feliz numa situação assim? Contudo, fomos felizes! Por vezes, quando o final é doloroso, a recordação trai a felicidade. Por que é que a felicidade só é verdadeira quando o é para sempre? Por que é que só pode ter um final doloroso quando já era doloroso, ainda que não tivéssemos consciência disso, ainda que o ignorássemos? Mas uma dor inconsciente e ignorada é uma dor?»


O banho, o amor, o holocausto, as dúvidas, a justiça, a literatura, a luxuria, a consciência, a tormenta. Gostei e recomendo. Lê para mim...

Domingo, Abril 26, 2009

Até que ponto podemos estar enganados?...

Pescar alguém de Peixes pode ser fácil, mantê-lo ao seu lado é outra história...

A sua onda tem que ser muito interessante, ou vai vê-lo desaparecer na espuma. Nem pense em querer possuí-lo, não fique a achar que ele já está fisgado - é escorregadio como um peixe e rápido como um reflexo na água.

Existem peixes de inúmeras formas, tamanhos e temperamentos. O signo de Peixes é representado por dois peixes que, embora interligados por uma linha, nadam em direcções opostas - as possibilidades se multiplicam.

A pessoa deste signo pode ser uma criatura paradoxal, contrastante, contraditória, variável e, por isso mesmo, fascinante. Se você gosta de olhar o mar e se embalar nas variações e flutuações, maravilha, pois nunca vai se entediar. Mas saiba que tem que ficar com o kit completo: calmaria, maremoto, redemoinhos, marés, ressacas... Não exija, ou melhor, nem se desgaste querendo que um pisciano siga um roteiro pré-fixado ou que faça exatamente o que foi combinado, não o entedie com regrinhas.
Para agradar esse ser multifacetado, sensível e receptivo, não tenha medo de ser romântico: lugares bonitos, música suave, flores, incensos e um bom vinho sempre funcionam bem. Se você for do tipo inspirado, um poema, um cartão escrito por você podem resultar em efeitos especiais.

Cheios de fantasia, piscianos adoram cinema, melhor ainda se puderem fazer da vida um filme - sejam vocês dois os astros principais. Faça a cena, solte sua criatividade com o pisciano, ele vai adorar e embarcar na sua onda. Como a Água, o seu elemento, Peixes quer se dissolver, se misturar com tudo, fundir-se no Todo e viver eternamente em êxtase. Não estrague a noite falando sobre a alta do dólar!

Peixes está conectado aos princípios do universo, sua meta é a unidade com o divino, a transcendência. Para tanto, não respeita limites, nem os de sua própria matéria, muitas vezes entregando-se a excessos e transbordamentos. A sua idéia de universalidade se estende ao amor, pois está sempre amando alguém ou algo, sem medidas, claro. Sorte a sua se você caiu na rede.

Se você gosta de um ser de Peixes, saiba que ele é um amante do amor, portanto faça romance - faça do amor uma obra de arte. Namore muito, mande bilhetinhos dizendo que o ama, faça surpresas, crie situações especiais a cada encontro. O importante é o clima, a atmosfera de sonho. Não precisa luxo e ostentação, pois o que conta mesmo é a imaginação. Isso o pisciano tem de sobra, pode até emprestar pra você.

Quinta-feira, Abril 23, 2009

E quando eu falo que eu já nem quero... a frase fica pelo avesso.

Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber...

Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer...

Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...

Sinto dizer que amo mesmo
Tá ruim prá disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos

No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra-mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada....

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro...
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida

Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa...
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro...
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida

Quarta-feira, Abril 22, 2009

Vamos? ;)

A minha estrela.

Há dias em que acredito que existem milagres, que se pedirmos com muita força, de olhos bem cerrados, tudo se realiza.
Às vezes acho que lá em cima está uma estrela que olha por cada um de nós. Obrigada estrela mágica, mesmo sem muitas vezes merecer, sei que estás lá para mim. Não importa onde. Estás lá e eu sinto-te aqui.

Quinta-feira, Abril 16, 2009

Impossível resistir!!! :D

Quarta-feira, Abril 15, 2009

As novas prostitutas sociais.

Existe uma espécie “humana” muito peculiar. Os pedantes que, para além de chamarem, a pessoas que conhecem à menos de 5 minutos, “meu amor” e “minha querida” com aquele tom afectado, ainda são pedintes! Todos os pretextos são bons para, com aquele ar-de-não-me-toques, essas parasitas sugarem os outros até ao tutano. Vivem de baixo dos flashes das revistas pindéricas, ainda ninguém percebeu muito bem como nem porquê, e a única coisa que sabem fazer decentemente é pedir e dar gargalhadas em decibéis demasiado altos. Sobrevivem às custas dos outros mas, denominam-se empresários ou relações públicas nas legendas da Caras ou da VIP. Comem, bebem, perfumam-se, vestem-se e vão de férias à borla pois têm a conta a zeros e já ninguém no seu perfeito juízo lhes dá crédito. Se for preciso são convidados para um jantar denominado social e chegam de autocarro, saem uma paragem antes – ainda por cima – para ninguém os ver. Passam o dia todo sem provar comida e mal chegam ao tal jantar é vê-los a lambuzarem-se com vontade e a falarem uns com os outros aos berros. Antes tiram as fotos e recebem o presentinho. São uma espécie à margem da sociedade mas, nas revistas, aparecem na secção com esse mesmo nome. Estanho, mas é um facto. Normalmente elas são loiras e eles gays (ou então playboys de meia tijela). Elas, têm mamas que nunca mais acabam, eles, tiques indescritíveis. As conversas são sempre sobre pessoas com três ou mais nomes que pertencem ao mesmo circuito fechado. No fim da festa lá vão todos para paragens de autocarro diferentes – deve existir um código secreto entre eles sobre esse assunto para nunca se cruzarem – pois amanhã é um novo dia e toca de ir à caça de eventos se não, não há jantar! São os pedantes pedintes, a nata da nossa sociedade, que, em vez de se posicionarem numa esquina qualquer a oferecerem o corpinho, vendem escândalos, vendem a vida privada e um mundo de ilusão que acaba mal o "pica" lhes pede o bilhete da carris. São as novas prostitutas sociais.

Segunda-feira, Abril 13, 2009

All Messed Up!

Domingo, Abril 12, 2009

Sugestão para um domingo feliz.

A pedido de várias famílias que não sabem o que fazer ao domingo, deixo aqui a minha sugestão:
Comecem por tirar o carro de baixo daquela lona cinzenta em que esteve embrulhado toda a semana, a seguir tentem enfiar lá dentro a avó, o primo e os 2 putos - mais os carrinhos de bebé e outros bens essenciais deste género - e partam, rádio festival no ar, rumo ao shopping mais próximo. Aí, passeiem todos, dois a dois, uns atrás dos outros, em monte, durante cerca de duas horas. Vão vendo as montras e falando alto. Bem alto. Depois de mostrarem bem a barriguinha de fora da roupa justa da moda e o fato treino do pai, quando a avó tiver a língua de fora e as pernitas torcidas da caminhada, o homem de família deve ir ao MacDonalds mais próximo e trazer 5 Big Macs, com cola e batata gigante e tudo a que têm direito. Sim, o puto de 2 anos já tem dentes e pode comer o petisco, porque está a crescer! Se ele não quiser comer as batatas com o molho até ao fim, cabe à mãe enfiar-lhe tudo pela boca a baixo, enquanto a criança grita, o primo ralha e a avó geme, isto até o pai se levantar e lhe dar duas boas murraças.
Mas enquanto o pai vai buscar o farnel, os restantes devem juntar as mesas para caberem todos. Depois, é só comer de boca aberta, dar de mamar ao puto mais novo ali mesmo e, deixar, no fim, uma montanha de plástico, guardanapos, tabuleiros e outros em cima das mesas. Sim, porque é domingo e ao domingo não se trabalha: as empregadas que limpem! A seguir ao repasto, está na hora de mais uma voltinha.
No fim do dia deixam a avó no lar, o primo no bairro em casa do marido da ex-mulher para dar um beijo aos filhos, e voltam a pôr o carro de baixo da lona, os putos na cama - que já jantaram e bem!- e toca a alapar no sofá que vai dar a bola. É hora da mulher trazer uma cerveja e uns tremoços, o marido arrotar, uma mão dentro das calças de fato treino e a outra no comando. A esposa vai lavar a loiça que ficou do almoço e fazer o farnel para todos levarem para o trabalho ou escola, no dia seguinte. E lá se foi mais um domingo em tranquila passeata com a família, que é o que se quer.

A eterna questão.

"O conceito e sentimento de dificuldade variam de pessoa para pessoa e não apenas da circunstância".


Um pequeno comentário que foi deixado aqui, a respeito do post anterior, e que me fez pensar... Realmente não são as circunstâncias que revelam a forma de estar na vida ou a mais ou menos felicidade de cada um, é o material de que é feito cada ser humano que interessa na hora da resposta, à eterna questão.

- És feliz?

Tenho muita dificuldade em compreender ou aceitar aquelas pessoas que se estão sempre a queixar. Nada está bem, elas não estão bem, não estão satisfeitas com nada, os outros são sempre melhores e as suas vidas são mais complicadas... E não me refiro àquelas pessoas insatisfeitas devido à sua natureza interessante, que questionam dogmas e que pensam com letra grande. Que produzem. Estou-me a referir àquelas que se queixam simplesmente por tudo e por nada, porque choveu e vão ter que voltar para casa para esticar o cabelo que encaracolou. Essas pessoas, mesmo que encontrassem o pote de ouro no fim do arco-iris, tivessem o elixir da vida eterna ou a lâmpada mágica dos desejos, iam sempre estragar tudo e continuariam eternamente infelizes.

- És feliz?

Aqui ou em qualquer outro lugar, por mais perdas ou dificuldades que tenha (e já as tive em quantidades grandes de mais para uma vida tão curta, por isso sei do que falo), sou feliz. Muito feliz! Porque vivo, simplesmente porque tenho o dom da vinha e todos os dias é um novo dia e acordo sempre com um sorriso no rosto. Porque sou livre e porque tenho a capacidade de ouvir os pássaros a cantar, de cheirar o mar, de sentir o calor do sol morno na pele, de ver uma montanha verde coberta de neve ou provar uma fruta saborosa acabada de colher. Porque para além de contemplar a natureza, posso também apreciar o que o homem construiu: posso ouvir uma música alegre, cheirar um perfume doce, sentir o calor de um banho quente, ver uma exposição interessante ou provar um bolo de chocolate acabado de fazer.

- És feliz?

Mas mais do que isso - e principalmente -, sei que, se amanhã ficasse privada de algum destes 5 sentidos, não ia passar o resto dos meus dias a lamentar-me por o ter perdido, mas ia agradecer todos os dias o facto de já o ter tido e recordá-lo com um sorriso no rosto porque independentemente das circuntâncias...

Sou e serei sempre muito feliz!

Sábado, Abril 11, 2009

Tempo para me encontrar.

Preciso de um atestado médico para ter ter direito a tempo para sair daqui. Sozinha, sem amarras, nem telefones, nem internet, nem trabalho, nem jantaradas, nem aquele entra-e-sai de casa sem saber realmente para onde vou e de onde vim. Preciso de tempo para me encontrar. 28 anos não chegaram. Ainda não consegui perceber quem sou nem o que que quero ser. Gostava de poder vender tudo, não ter contas para pagar, nem bens com que me preocupar, ninguém a quem ligar,... E partir... Rumo ao meu interior. Havaianas nos pés e na cabeça, o céu.
Preciso de abdicar para um dia realmente ter. Ser. Viver. E perder este medo que me acompanha, sabe-se lá porquê, de estar só. Comigo. Apenas.
Será a crise dos quase 30 anos?! Ou será que esses atestados médicos de que falo, que dão direito a tempo, deveriam existir?...

Quinta-feira, Abril 09, 2009

É possível ser-se fútil metade do dia…


… e profundo nas 12 horas que sobram? Ou essa dicotomia é um engodo e o lufa-lufa do dia-a-dia acaba por nos contaminar?

Terça-feira, Abril 07, 2009

O que é a Pessoa?

Se existisse uma única e principal problemática existencialista que tivesse que escolher, centrada nas maiores inquietudes que se prolongam no meu pensamento por toda a minha existência, apontaria, sem dúvida, uma. Apenas uma - como me seria exigido -, aquela sobre a qual me debruço com mais angústia e medo.
Julgo que esta inquietude se irá prolongar por toda a minha vida. Não conheço a resposta. Não conheço quem saiba a resposta. Não existe resposta. Daí a problemática... E a indissolução da questão. Não tenho pistas e isso corroe-me.Principalmente porque dela advêm muitas outras ramificações que me atormentam - se deixar, ou quando deixo. Na maioria das vezes evito pensar... Exactamente como noutras questões que atormentam o ser humano - e são de senso comum: a morte, a vida para além da morte, a evolução,... Questões que, desde os primórdios, povoam a incerteza humana e levam a crenças, a mitos, a ideologias e a filosofias providas e movidas pelo medo. Quando não há resposta, cria-se uma resposta. Convincente. O suficiente. Para satisfazer, nem que momentaneamente, a sede da verdade.
Neste caso, é pior... Não existe ilusão. Não existe hipótese nem crença. A única e principal problemática que me atormenta... É a vida íntima de cada um. É o ser que habita dentro de cada ser humano que me rodeia e que desconheço. Afinal só conhecemos aquilo que é visível aos sentidos do Homem. O que está lá dentro, nunca vamos saber. Nunca. E não há forma de contornar a questão. Não há método para saber as angústias, as verdades, os sentimentos, os amores, os desamores, os pensamentos, os sonhos, as dores, os sorrisos,... se não por via da comunicação. E a comunicação é enganosa. Mentirosa. Quem comunica não controla tudo, nem todos os sinais, mas não revela tudo. Só "entrando" dentro do outro, habitando a sua mente e o seu corpo, é que poderia alguma vez averiguar e comprovar o que é a Pessoa. De resto, nada sei... Não sei se os meus medos são os medos dos outros, não sei se o amor que sinto é o amor que os outros sentem, não sei se as minhas esperanças estão dentro do padrão, da média, não sei se sou normal ou comun ou banal. Nunca haverei de saber. Nunca haverei de saber se quando vejo o céu azul, quem está do meu lado vê o mesmo azul que eu. Nunca haverei de saber se quando tenho medo, é o mesmo medo que o outro sente. Nunca haverei de saber se quando alguém diz "amo-te" o diz com o mesmo sentimento que atribuo à palavra amor. Por mais descrições, comunicações e questões que hajam, só mesmo vivendo dentro de alguém saberia se a dor é toda igual, se a felicidade é a mesma que a minha, se a vergonha ou a insegurança são parecidas.
Daí o desejo, a que apelidam de "coscuvilhice", de saber da vida dos outros. De ler os diários secretos, de ouvir as conversas no metro, de procurar conhecer o ser humano nos seus pensamentos mais íntimos, quando este julga que não está a ser julgado. Que mais ninguém o ouve. Gosto de ouvir, não por conhecer - tanto me faz - mas para perceber afinal e que fibra é feito cada um de nós. Para me tentar convencer de que as minhas angústias são as angústias dos outros, mesmo que muitas vezes com medo de afinal ser apenas mais uma pessoa, num bilião de pessoas, todas iguais, sem nada que me diferencie. Medo de ser, mas também medo de não ser. A velha indefinição de conduta que me faz vacilar entre extremos. Mas no cerne da questão está perceber o que é a Pessoa. E quando refiro Pessoa, é com letra maiúscula, a Pessoa que é aquele todo secreto que nem o próprio conhece intimamente.

Domingo, Abril 05, 2009

A única coisa que não vais gostar na vida... é que te vai parecer demasiado curta.

"Olá pequenina, o meu nome é José e tenho 102 anos. Sou um sortudo. Sorte por ter nascido - como tu - por poder abraçar a minha mulher, por ter conhecido os meus amigos, por me ter despedido deles, por continuar aqui. Quererás saber a razão por que te vim conhecer hoje... É que muita gente te vai dizer "que péssima altura escolheste para vir ao mundo", que há crise, que tudo vai mal,... Ah! Isso apenas te fará mais forte! Eu vivi momentos piores do que este mas, no fim, só vais recordar as coisas boas. Não percas tempo com parvoíces, já há bastantes, e vai à procura de quem te faz feliz. Porque o tempo passa muito depressa. Já vivi 102 anos e garanto-te que a única coisa que não vais gostar na vida é que te vai parecer demasiado curta. ESTÁS AQUI PARA SER FELIZ!"
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Sábado, Abril 04, 2009

:-)