Quinta-feira, Março 19, 2009

Oh girlfriends they don´t understand!

Terça-feira, Março 17, 2009

Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.

Nunca gostei de blockbusters nem de filmes da treta. Então porque é que ultimamente – e quando digo ultimamente quero dizer há já uns anitos – perco grandes filmes que gostaria de ver, mesmo indo ao cinema quase todos os domingos?! E isto diz respeito também a outras actividades: porque é que gosto tanto de ir ao Teatro, a exposições e a sessões de leitura de poesia e nunca vou?!
Boa pergunta, de resposta fácil e resolução ainda mais!

As mulheres são como uma orquestra musical...

Sozinhas, representam cada um dos instrumentos que completam uma sinfonia. Em casa, no trabalho, nas aulas, na estrada, são mães, são trabalhadoras, são cidadãs, são mulheres. Para além de representarem cada instrumento da melhor forma que sabem, ainda coordenam todas as actividades, como um verdadeiro maestro. São harmoniosas, melódicas, tempestivas ou românticas. Determinadas ou permissivas, nunca são passivas. Graciosas ou rudes, cozinham, limpam, lavam e passam a ferro. De noite. De dia, são profissionais, diplomatas, firmes e conscienciosas. São as primeiras a acordar e as últimas a deitar. Cuidam delas e dos outros sem nunca lhes permitirem queixarem-se. Com as mãos arranjadas, as unhas pintadas de vermelho, lavam a loiça de luvas calçadas e juntam-se depois ao marido que já dorme na sala, perfumadas, cheirosas, pontas para mais uma noite antes do dia em que têm que ir trabalhar. Os filhos dormem, depois de uma canção de embalar. De noite, ao primeiro choro, são elas que se levantam e cantam uma canção de embalar. No trabalho, têm sempre um sorriso no rosto, roupa impecável e maquilhagem último grito. À hora do almoço, comem uma sande qualquer, depois de um treino no ginásio. Ouvem as queixas das amigas ao telefone e aconselham-nas com paciência, muitas lágrimas e sorrisos à mistura. Ao fim do dia, fazem os TPC´s com os miúdos, que foram buscar à escola, a caminho do super-mercado. Faltam cervejas e tremoços no frigorifico.
Um dia, acaba o trabalho, acabam os filhos pequenos, acabam os choros a meio da noite e os lanches ao fim-de-semana, resta o marido e as unhas pintadas de vermelho. Fartas da mono-orquestra, de serem piano, violino, maestro e harpa, partem para outras paragens. O marido fica, nunca soube tocar música.

I want to be rich and I want lots of money!... =)

Sexta-feira, Março 13, 2009

“Os meus dias têm sido tão compridos…

…que só acabam com a chegada da noite”. Melhor do que esta frase, que me fez rir logo pela manhã, só mesmo uma que veio depois, ainda por cima, escrita por uma pessoa que me disse a pior critica que me podem fazer: “Não sabes escrever!”. Pois não. Realmente não sei escrever “o que de melhor se faz bem por cá”. Mas melhor-bem, melhor- bem são mesmo esses pseudo-intelectuais que julgam que são artistas e depois vai-se a ver e a única coisa que leram alguma vez na vida foi o perfil dos pseudo-amigos no hi5.

Terça-feira, Março 10, 2009

Estudo sobre masturbação feminina


Podem participar em: http://www.recolhadedados.com/mf/mfpage00.aspx. Trata-se de um estudo confidencial sobre "Estilos de Masturbao Feminina e Orgasmo Feminino durante o Coito" para término da tese de mestrado de uma fornecedora de serviços da empresa em que trabalho.

Não, não é nada do que possa parecer, não mudei de trabalho!!! É fruto do novo mundo em que já não se sabe o que mais fazer para chocar o público no lançamento de novos produtos ou marcas. Mas parece-me muito bem, até gostava de experimentar uma sessão de tuppersex. :) Enquanto isso, este estudo parece-me muito interessante, por isso, mulheres com mais de 18 anos participem!!

"O que nasce torto...

...tarde ou nunca se endireita."

Quinta-feira, Março 05, 2009

A vida inteira muitas vezes não passa de uma semana...

O que é o amor? Nos dias que correm de internets, sexo fácil, messengers, telemóveis e afins, o amor é cada vez mais individualista. Quase já não são precisas duas pessoas. Basta uma. Já não existe a fase do enamoramento, da conquista, e passa-se logo para de baixo dos lençóis, com uma pessoa que muitas vezes apenas se sabe pouco mais que o nickname de gathona_85 ou kiduxo_. Começa-se uma relação, que deveria ser sagrada, com histórias por resolver, sem conhecer verdadeiramente a pessoa e sem a amar verdadeiramente. E acaba-se tudo à primeira tempestade, por um motivo banal qualquer ou porque uma outra rapariga o adicionou no hi5 e ele lhe mandou um “Olá”. No Messenger, colocam-se frases por baixo do nome escritas com “h”s e “K”s a dizer coisas quase imperceptíveis como: amhu-t mtxo kido. Isto depois de uma semana de serem namorados. Apresentam-se aos pais em média umas 10 ou 12 pessoas até aos vinte e tal anos. Depois casa-se com o pior de todos. Os amigos, esses, muitas vezes já nem sabem se o namorado é o rui, o joão ou se já é o Miguel ou o Manel. No email existem várias pastas: Maria, Manuela, Joana, Inês,… Acabaram os bilhetes de apaixonados, as rosas no meio dos livros e os bilhetes do cinema guardados em caixas de sapatos.
Muitas vezes um casal está junto há um bom par de anos e não se conhece verdadeiramente. Dedicam um ao outro canções de hip-hop mas para além disso vivem vidas interiores difusas. Não são amigos, nem amantes, nem companheiros, nem nada de nada. Apenas vão aos aniversários dos amigos uns dos outros juntos e trocam sms´s com juras de amor eterno. Se os questionarem sobre o trabalho do outro, sobre os seus sonhos, vida interior, desejos, crenças, moral e filosofias, chegam à conclusão que nada sabem.
O amor é cada vez mais individualista. Para não dizer que está em extinção. Dito como para a vida inteira, nos dias que correm “a-vida-inteira” muitas vezes já nem passa sequer de uma semana! Se não for este é outro qualquer, não importa, o que importa é estar acompanhado nesta individualidade assustadoramente só. Ou então sou eu que sou old school e o mundo está a mudar.

Quarta-feira, Março 04, 2009

Dispersão


Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.

Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida... (...)

Desceu-me n'alma o crepúsculo;
Eu fui alguém que passou.
Serei, mas já não me sou;
Não vivo, durmo o crepúsculo.

Mário de Sá Carneiro