Domingo, Junho 25, 2006

Agir por impulso...

Agir: do Lat. Agere
v. int.,
actuar;
operar;
obrar;
praticar na qualidade de agente.

por: do Lat. pro
prep.,
designativa da relação de meio, qualidade, modo, forma, lugar, causa, duração de tempo, continuação, substituição, etc. , sendo a acepção determinada pela construção da respectiva frase.

impulso: s. m.,
ímpeto;
esforço, estímulo;
acto de impelir;
empurrão;
força que actua durante um intervalo de tempo muito curto;
Fisiol.,
sinal conduzido ao longo de uma fibra nervosa na forma de uma onda móvel de natureza eléctrica;
Psic.,
força de origem biológica que provoca a actividade psicomotora do Homem e dos animais.

Quinta-feira, Junho 22, 2006

A cultura mora aqui.

As coisas que uma pessoa descobre numa simples ida à biblioteca!... Não é que hoje tive conhecimento que existe uma instituição de reconhecido mérito cultural mesmo à porta de minha casa e a qual eu ignorava por completo!
A Fundação Calouste Gulbenkian tem uma filial na Senhora da Hora. Sim, isso mesmo, não é só em Lisboa que há cultura, a vila onde moro também é uma nação! Mas o mais engraçado é que a tal filial é exactamente na minha rua. Até pode ser paredes-meias com o meu quarto e eu não sei! Mas hei-de descobrir. E para isso, o melhor talvez seja questionar o simpático bibliotecário que me fez o favor de esclarecer… Provavelmente é um senhor com uma cultura muito vasta e até vai ficar orgulhoso por ajudar mais uma estudante a sair da ignorância. Talvez até tenha tirado o curso em Arca D´agua!
Tudo começou quando resolvi que já estava na hora de deixar de preguiçar todas as tardes numa praia ou esplanada qualquer e tratar das minhas responsabilidades. Dirigi-me à biblioteca da mui nobre universidade onde estudo com o intuito de começar a pesquisar para a monografia de final de curso. Como já há uns aninhos não entrava naquela parte da faculdade – normalmente o bar parecia chamar por mim– tive que actualizar a minha ficha de leitor.
Fui atendida pelo tal senhor – simpatiquíssimo, talvez ás custas do meu decote (!) – que me perguntou se a morada da minha residência se mantinha. Como recentemente mudei de casa, respondi-lhe negativamente e passei a indicar-lhe a correcta: Senhora da Hora, Avenida Calouste Gulbenkian etc. etc. etc. O tal bibliotecário, de olhos em bico, começa a escrever… caloust… e… pára! Olha fixamente para algum ponto atrás de mim e fica uns segundos estático. Eu, espantada, olho na direcção dos seus olhos e volto a encara-lo com um ar interrogativo. Eis se não quando a personagem me diz, com ar de quem descobriu a pólvora e um sorriso de orelha a orelha: “estava a olhar para ali!” e aponta para um caixote com o nome da já mencionada instituição. E continua a explicar o motivo do tal espanto: “Que engraçado, a menina mora pertinho, pertinho da fundação!”.
E foi assim que fiz a brilhante descoberta que provavelmente irá mudar a minha vida para sempre. Esqueci-me foi de perguntar o número da porta da Fundação Calouste Gulbenkian na Senhora da Hora! Há imensas exposições e concertos que gostava de assistir e estão aqui mesmo, “pertinho, pertinho” de mim.

Quarta-feira, Junho 21, 2006

Palavras ocas



(...)Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certezade
que todas as coisas estremeciam(...)
Eugénio de Andrade

Terça-feira, Junho 20, 2006

Confissão

“Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...”
Fernando Pessoa

Ouve apenas o meu olhar, já que as palavras são mentirosas... Construídas. Feitas. De encomenda para ti. Para sustentar a máscara que tem vindo a acompanhar toda a minha existência. Ouve o meu olhar e escuta atentamente aquilo que ele te diz. Mas escuta com o coração! Ouve-o, mesmo que por vezes sussurre, - ouve-o! - ele é verdadeiro. E não tem medo! Sorri, chora, cala, fala, desvia-se, fixa-se, brilha, escurece, … mas é sempre verdadeiro... E mesmo que eu o negue, mesmo que o desvie, não te deixes enganar! Acredita apenas e só no olhar. No meu olhar para ti. Só para ti...

Segunda-feira, Junho 19, 2006

"Perfect match:

Elementos que se encontram e se cruzam, que se procuram e se escondem, que se unem e se separam"
Margarida Rebelo Pinto

Problemáticas linguísticas

Sempre ouvi dizer que a língua portuguesa é muito traiçoeira e aqui há coisa de uma semana e pico atrás tive a prova absoluta disso mesmo. Mas cá para mim o problema não está na língua ser traiçoeira mas na falta de cultura linguística da população em geral, a começar pela comunicação social!
Então veja-se como o coitado de um dos padres responsáveis pela casa do gaiato foi completamente mal interpretado aquando da sua entrevista à antena 1, sobre maus tratos nessa mesma instituição! Então está ali um homem a falar para os media e vem um fedelho de cinco anos interromper?! E ainda por cima criar mais confusão, o diabo do miudo! E o pobre senhor não negou ter-lhe dado uma chapada! Ele disse, e muito bem, que lhe deu um enxoto! O único problema é que essa palavra se escreve com o e não com u! Ou seja, em vez dos media terem publicado “enxuto” devia ler-se “enxoto”. Se não, até parece que o senhor xutou no miúdo ou algo no género! E não (!), obviamente que o que o senhor padre fez – e muito bem - foi enxotar o rapazola, para conseguir explicar ao jornalista, em paz e sossego, que nunca na vida houve situações de agressão com paus de vassoura partidos e chinelos naquela casa! Não entendo como é que ninguém percebe que um enxoto vem do verbo enxotar: eu enxoto, tu enxotas, ele enxota,… e por aí em diante. O padre limitou-se a repelir, expulsar e a pôr em debandada o puto.
Mas o que me faz estar ainda mais do lado dessa excelentíssima figura – e acreditar que o que ele diz é mesmo verdade - é que se realmente existisse violência na Casa do gaiato, como o Ministério Publico acusa – o miudinho iria importunar o padre para quê?! Para apanhar outra vez com chinelos e paus de vassoura partidos?? Só se fosse burro. É notoriamente impossível o ministério público ter fundamentos para as acusações que faz! Há que diferenciar muito bem educação de violência e (em)xutos do acto de enxotar!

Segunda-feira, Junho 12, 2006

Amor vivo

Amar! Mas dum amor que tenha vida...
Não sejam sempre tímidos harpejos,
não sejam só delírios e desejos
duma doida cabeça escandecida...
Amor que viva e brilhe! Luz fundida
Que penetre o meu ser - e não só de beijos
dados no ar - delírios e desejos -
mas amor... dos amores que têm vida...
Sim, vivo e quente! E já a luz do dia
não virá dissipá-lo nos meus braços
como névoa de vaga fantasia...
Nem murchará o sol à chama erguida...
Pois que podem os astros dos espaços
contra uns débeis amores...se têm vida?
Antero de Quental

Questão:

Se tivessem um dos poderes dos X-man, qual escolheriam?
Eu, sem dúvida, optaria pelo poder para ler os pensamentos dos outros.
Seria tudo tão mais fácil!...

Acordei.

De um sonho lindo, tranquilo, feliz…
De um sonho daqueles que se confunde com a realidade.
Julguei mesmo que em vez de dormir estava acordada.
Enganei-me…
E já não tinha sonhos assim há tanto tempo!...
Mas mesmo depois de verificar a ilusão, sinto-me tranquila.
Como se o sonho tivesse acalmado o meu coração.
Sinto-me estupidamente… feliz?!
Acordei.
Ou talvez ainda não…

Quinta-feira, Junho 08, 2006

Está na moda ser ignorante!

Ontem alguém me disse que achava os blogs uma estupidez! Apontou o facto das pessoas se esconderem no anonimato e de ser uma questão de modas ridícula. Se não fosse a desilusão por ter ouvido tais palavras serem proferidas por uma pessoa que sempre considerei inteligente, teria rido. Rido muito. Rido com aquele sorriso que faço quando me deparo com a limitação intelectual expressa em frases feitas desprovidas de reflexão. Sim, porque se há coisa que não tolero são frases feitas! Frases-tipo, ditas com um ar muito profundo, mas cujo significado é oco, vazio. Frases que são simplesmente um conjunto articulado de palavras, ouvidas por aí e que vão passando de boca em boca sem ninguém nunca questionar a sua veracidade.
Muito me espanta que esse alguém – que pelos vistos tem o tempo demasiado ocupado para analisar as suas próprias frases – não tenha reparado que existe, já há cerca de 10 anos, um novo veículo de comunicação que se chama Internet e que permite “transportar” pessoas para todo o lado do mundo. Um veículo acessível a todos e que tem levado a enormes transformações sociais. E dentro desse veículo estão incluídos os blogs, que representam um papel fundamental da troca de ideias, pensamentos, na mudança de linguagem, na criação de um novo conceito de amizade cibernauta, de novas formas de divulgação de informação, etc etc etc. Vê-se mesmo que esse alguém nunca passeou pela blogosfera e não pode constatar que os blogs são o novo meio de protesto social contra a inércia de pensamento. Para além das inúmeras vantagens que há em ler outros blogs – já que os hábitos de leituras tem descido vertiginosamente -, em escrever para o seu próprio blog – já que é com esse exercício, o da escrita, que se põe os pensamentos em ordem e se “treina” a língua mãe – e em encontrar pessoas com as mesmas ideologias, problemas, entre outros, existe ainda a vantagem maior de ser um local onde, sob o anonimato, cada um pode ser verdadeiro como nunca o foi antes. Só para terminar, porque existiriam ainda mil razões para defender os blogs, ainda por cima é um serviço gratuito!
Para esse alguém que proferiu a frase-tipo, aqui vai a resposta: moda não é ter um blog, é ser ignorante!

Quarta-feira, Junho 07, 2006

Somos um país de "queixinhas"!


Desde pequenina que sempre me ensinaram a não fazer “queixinhas”. Ensinaram-me a olhar pela minha conduta e a viver em liberdade. Sempre me incutiram valores para nunca apontar o dedo, não fazer acusações e respeitar a liberdade dos outros. Ajudar e encaminhar, sim!, mas nunca ultrapassar a liberdade da consciência moral das outras pessoas.
Agora com a nova lei do tabaco não sei como vou conseguir respeitar os valores da infância pois vou estar a violar a lei vigente! Ainda nem sei bem como vou explicar à minha mãe que afinal tenho que ser uma “queixinhas”! Ou melhor, não tenho, fico é impedida de abrir um estabelecimento de restauração ou lazer pois, caso contrário, vou passar o dia ao telefone a ligar para a esquadra a denunciar todos os fumadores que teimem em prevaricar.
Aliás, agora que penso nisso, e supondo que realmente sou a dona de um pequeno café de esquina, o melhor será contratar uma pessoa para, única e exclusivamente, fazer essa tarefa, já que se tiver que fazer uma média de 50 telefonemas por dia não terei tempo para atender todos os meus clientes. E já agora na profissão dessa pessoa poderei pôr delatora? Ou policia social? E o ordenado dela?... Quem vai pagar? Eu???
Mas esta situação acarreta muitas mais questões pertinentes e as perguntas não acabam por aqui. As chamadas telefónicas para a esquadra a denunciar os fumadores serão taxadas normalmente? Ou dedutíveis no IRS? Haverá uma linha criada especificamente para esse efeito? Do género “113 - linha censura ao tabaco” com chamadas gratuitas 24 horas por dia?
E se eu própria quiser fumar um cigarro após o stress de ter que denunciar um cliente? Posso-o fazer, já que sou uma espécie de “big brother”, ou estarei sujeita aos outros polícias sociais, neste caso meus clientes? E esses clientes que denunciei? Provavelmente não voltam ao meu café de esquina e portanto será que o dinheiro da multa reverte em meu favor para me indemnizar dos futuros prejuízos no cumprimento da lei?
E a máquina de tabaco que tenho no meu estabelecimento? Será retirada ou mudada para o lado de fora? E as coimas para os apanhados-com-a-boca-na-botija (ou no cigarro, mas especificamente neste caso) incluem a confiscação do maço de tabaco ou apenas uma ida aos calabouços?
Enfim… Um sem número de questões ainda por responder. Um conselho: se são uns felizardos e não possuem nenhum estabelecimento de restauração ou lazer não abram nunca um, pois vivemos num país de “queixinhas” pela lei!

Terça-feira, Junho 06, 2006

O tal imposto...

Há certas coisas que não percebo. Mais do que as que queria, é certo, mas continuam a fazer-me uma confusão tremenda por não encontrar respostas lógicas…
Alguém me consegue explicar, por exemplo, a polémica à volta do tabaco? Não percebo porque é que este, sendo uma substancia legal e sujeita a impostos altíssimos não pode ser consumido livremente!
Os não fumadores também me incomodam! Se eu tenho que conviver com essas entidades que se julgam saudáveis, me olham de lado e se põe a fazer caras de frete e a tossir quando eu acendo um cigarro, porque é que sou eu – e volto a frisar que pago todos os meus impostos referentes ao tabaco enquanto que essas pessoas muitas vezes andam praí a fugir ao fisco e em carrinhos topo de gama– que tenho que fazer o sacrifício?!
Não percebo… Sinceramente que não! Além de contribuir todos os dias com o tal imposto, ainda dou um grande empurrão à economia! Ora veja-se o que seriam os cafés sem os fumadores?! E as farmácias?! E os médicos?! E os sprays contra o mau hálito?! E os cremes anti-rugas?! E os produtores de cinzeiros?! E os de fósforos?! E os cigarreiras, os de máquinas de tabaco, os de brindes, etc etc etc?...
Mas aquilo que eu não percebo mesmo é porque é que os hipócritas que fazem as leis continuam a fumar mas principalmente porque é que não incluem o tabaco nas substâncias ilegais… Cortavam o mal pela raiz e quem quisesse que fumasse ás escondidas e fosse a dealers comprar os maços! Quer dizer… Perceber até percebo! Como li já há uns tempos na Visão, uma frase de um senhor que não me lembro quem, “se o tabaco fosse proibido, a esperança de vida aumentava e o estado não teria dinheiro para pagar as reformas que seriam bem mais longas…”. Já para não falar no tal imposto que rende biliões por ano!

Conquistar um peixes...


“Pescar alguém do signo de Peixes pode ser fácil, mas mantê-lo é outra história completamente diferente. Não pense em possui-lo nem tão pouco ache que o conseguiu agarrar: ele é escorregadio como um peixe e fugidio como um reflexo na água. Se você gosta de olhar para o mar e se embalar com as suas variações e flutuações, óptimo.
Não exija, que um pisciano siga um roteiro pré- estabelecido ou que faça exactamente o que foi combinado, porque "regras" é uma palavra que não existe no seu dicionário. Para agradar a este ser multifacetado, sensível e receptivo, não tenha medo de ser romântico: lugares bonitos, música suave, flores, incensos e um bom vinho sempre funcionaram bem. O importante é o clima e a atmosfera de sonho que for capaz de criar. Não são necessários quaisquer tipos de luxos ou ostentação, mas sim muita imaginação. Namore muito, faça surpresas, crie situações especiais. Um poema ou um cartão escrito por si, um bom mimo, a frase certa sussurrada ao ouvido no momento certo, podem fazer verdadeiros milagres. Não se esqueça que o pisciano é um amante do amor, portanto faça do amor uma obra de arte. Como a Água é o seu elemento, Peixes quer dissolver-se, misturar-se com tudo, fundir-se no Todo e viver eternamente em êxtase. Dotado de muito romantismo e sensibilidade, a sua ideia de universalidade estende-se ao amor e o nativo deste signo quando ama alguém, ama desmedidamente.
Extremamente sonhadores e amantes da fantasia, os piscianos adoram cinema, principalmente se puderem fazer da vida um filme onde os dois sejam os personagens principais. Não estrague a noite falando sobre a bolsa, futebol e afins, ou vai estragar tudo para sempre. Este signo está intimamente ligado aos princípios do universal e o seu objectivo principal é a unidade com o divino, a transcendência.
Acima de tudo, um pisciano é uma criança grande e, na maioria das vezes, nem é tão grande quanto isso. O seu olhar expressivo, o seu carinho e dedicação conquistam as pessoas imediatamente. Extremamente romântico apaixona-se facilmente e o seu amor é tal qual um conto de fadas, onde só existe o "o amor perfeito". Para um pisciano a vida só é vida, se tiver um grande amor. É muito fácil conquistá-lo desde que a pessoa seja sincera nos seus sentimentos. Depois de conquistados eles são muito meigos e dedicados, sendo conhecidos como os mais adoráveis de todos os signos do Zodíaco.
Carinho e atenção são indispensáveis para este nativo que parece estar sempre carente e necessitado de afecto. Extremamente sensível, magoa-se com facilidade e a pessoa que o trai nunca mais merece o seu respeito e a sua confiança. O ciúme é um sentimento que não deve nunca existir num relacionamento em que uma das pessoas pertence ao signo de Peixes. Extremamente fiel, ele também exige exclusividade da pessoa amada. Ele acredita que aquela é a pessoa certa e quando tudo acaba, afoga-se em lágrimas e no destino tão amargo que o persegue. Tem dificuldade em ser prático e objectivo nas suas escolhas, deixando-se levar pelas suas explosões emotivas.
Durante uma discussão é preferível que esta seja levada às últimas consequências em vez de deixar que determinados detalhes sejam esclarecidos mais tarde. O nativo de Peixes nunca aceitará uma mágoa ou um ressentimento por parte da pessoa amada. Ele é mais do que sensível para compreender as queixas do seu parceiro mas nunca poderá aceitar a sua indiferença.

Segunda-feira, Junho 05, 2006

Caiu o castelo...

"Procurei o amor, que me mentiu.
Pedi à Vida mais do que ela dava;
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!"

Florbela Espanca
Caiu o castelo mas a princesa sobreviveu. Desceu à terra, conheceu o mundo e descobriu que, no conforto da sua fantasia, afinal não existia luz alguma. Nem paz, nem amor, nem felicidade, nem calor. Só escuridão.
Descobriu que o castelo poderia ter caido mais cedo. Que o mundo cá fora é maravilhoso. E está pela primeira vez realmente feliz.
Pode ser ela própria... Já não precisa de fingir ser a princesa que não é!

Sexta-feira, Junho 02, 2006

Primavera

Acordar.
Abraçar o sol.
Banho.
Bikini.
Praia...
Abraçar o mar.
E um sorriso nos lábios, como já não tinha há tanto tempo.
Uma alegria sem explicação.
Dentro do peito.
Sem razão alguma.
Paz.

Quinta-feira, Junho 01, 2006

(des)organizaçao

Tudo tem dentro de mim um lugar próprio.
Arrumadas em gavetas cabem situações, pessoas, sentimentos,... Classificadas. Organizadas.
Dezenas de gavetas... umas abertas, outras fechadas e algumas esquecidas, sem chave.
Da parte de fora, a etiqueta que revela o conteúdo, o tema.
São dezenas de gavetas... Umas várias vezes abertas ao longo do dia. Outras fechadas já nem sei à quanto tempo.
Todos os assuntos têm uma classificação. Um lugar próprio. Uma posição.
Mas e se surgir um que não caiba em nenhuma delas?! Que não tenha um lugar. Uma explicação?!...