Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Sou má pessoa.

Se alguém está doente, não sofremos por ele mas pelo medo de o perder, de nunca mais o ver ou o abraçar. Se dizemos “amo-te” é para ouvir de volta “também te amo a ti”. Se vamos trabalhar todos os dias é porque, mesmo que não precisássemos do salário, o que iríamos dizer aos outros, como iríamos assumir a preguiça e a inércia sem que nos criticassem, sem que nos pusessem à margem da sociedade, como marginais?! Se mantemos o lar limpo e arrumado é pelo que as visitas ou os que moram connosco poderão pensar da desorganização, do caos. Tudo pelo que advirá. Pela recompensa. Nada porque é o que tem que ser feito, sem medos, sem porquês. Não obstante, continuamos a desejar as melhoras, a dizer “amo-te”, a ir trabalhar todos os dias e a arrumar o lar. Continuamos a mentir a nós próprios e a fingir que somos bons seres humanos. A maioria. Depois existem os outros que confessam: sou má pessoa! Mas ninguém crê.

1 comentários:

Gustavo Carneiro disse...

Bom e mau é relativo. Até a mais benevolente pessoa se pode sentir má quando comparada com a Madre Teresa, por exemplo.

E é normal fazermos mais do que precisamos para poder impressionar outras pessoas, e desta forma fazer com que essas pessoas gostem mais de nós.