Apesar do seu voto de castidade, tendo-se ela apaixonado perdidamente por Orion, e dispondo-se a consorciá-lo, o seu enciumado irmão Apolo impediu o enlace mediante uma grande perfídia: estavam numa praia quando a desafiou a atingir com a sua flecha um ponto negro que indicava a tona da água, e que mal se distinguia devido à grande distância. Ela, toda vaidosa e sempre disponível para um desafio sem medir as consequências, prontamente retesou o arco e atingiu o alvo, que logo desapareceu no abismo no mar, fazendo-se substituir por espumas ensanguentadas. Era Orion que ali nadava, fugindo de um imenso escorpião criado por Apolo para o perseguir. Ao saber do desastre, cheia de desespero, conseguiu, por intermédio do seu pai, que a vítima e o escorpião fossem transformados numa constelação. Quando a de Órion se põe, a de escorpião nasce. Sempre em perseguição, mas sem nunca se alcançarem.
Como a luz prateada da lua, Artémis percorre todos os recantos dos prados, montes e vales, como uma infatigável caçadora, sem, nunca - surja que contrariedade surgir - baixar o arco.
Como a luz prateada da lua, Artémis percorre todos os recantos dos prados, montes e vales, como uma infatigável caçadora, sem, nunca - surja que contrariedade surgir - baixar o arco.
0 comentários:
Enviar um comentário