Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Precisamos é de Viagra!

Embora usufrua da liberdade que outras conquistaram por e para mim, e à qual em tempo algum abdicaria, acredito que o actual caos social das relações afectivas em que estamos todos - uns mais que outros, mas todos – envolvidos, se deve primeiramente à desmaterialização do papel da mulher.
Acredito que homens e mulheres têm capacidades distintas. As mulheres foram feitas para pensar, sentir, coordenar e conservar, os Homens para agir, pôr em prática. As mulheres estando em casa, a organizar o lar, como meninas prendadas cujas qualidades eram essenciais, e gerindo a vida familiar e a educação dos filhos, traziam a harmonia necessária para a sociedade, cumprindo o seu papel. Aos homens, a esses, cabia-lhes a função de segurança física e financeira, da segurança familiar. Assim tudo estava equilibrado, todos estavam enquadrados na função para a qual estavam predestinados. Havia tempo... Havia enamoramento, havia estabilidade, havia sonho, havia fantasia...
Acredito também que, para além da emancipação da mulher, a culpa desta sociedade fast-tudo em que nos tornamos, é das novas tecnologias. Cinquenta anos de agora seriam cinco mil de antigamente! Tudo é rápido, fácil e descartável. A começar pela informação e a terminar nas relações humanas, nas mulheres, nos homens, nos amigos, amantes, maridos e namorados. Esperamos respostas rápidas, amor rápido, comemos rápido, sabemos rápido, fodemos rápido. Tudo. Rapidamente. E, depois, procuramos prolongar aquilo que já terminou - por ser bom. Procuramos que o que finda recomece, sem conseguirmos recuperar o que já foi.
Como vi escrito ontem numa publicidade de um medicamento: “Um, dois, três e… Pronto já está, acabou…”. Precisamos de Viagra, é o que é, Viagra para toda esta lufa-lufa em que tornamos esta sociedade, e a nós mesmos particularmente, vivendo o amanhã como se o hoje não fosse presente. Precisamos de Viagra, de regras, de mulheres-em-casa-homens-no-campo e de Homens, simples, para sermos completos.

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