Já não sei escrever. Não me apetece escrever! – Grito, muda. As palavras ficaram pelo caminho e parecem-me pequenas, ou grandes, ou desprovidas de sentido, ou com sentido a mais - não sei, não me interessa -, sinto-me revoltada comigo própria. Gastei as palavras. Já não valem nada. Já não gosto delas, nem as quero. Já não servem.
Não me apetece escrever! – Grito, muda. E rola uma lágrima perdida nesta “casa de paredes caídas”.
Minto.
Hoje sonhei que me tinha despedido. Ia morar para o Brasil. No sonho estava a arrumar as gavetas da minha secretária. Ia embora. E sentia um aperto tão grande no coração: lá, não tenho amigos, pensava. Não tenho ninguém. Vou ficar sozinha… - Sempre este medo, desde que me conheço, de estar comigo mesma. Almoço muitas vezes sozinha, vou para a praia sozinha, vou lanchar sozinha, vou ver o local em que o rio entra no mar sozinha. Aparentemente sei estar comigo. Minto. Não sei. Tenho tanto medo de não saber, que me obrigo a estar.
Vou escrever futilidades, que é para isso que me pagam. Não para divagar sobre sentimentalidades medíocres que não interessam a ninguém. Vou gastar um pouco mais as palavras. Que valem cada vez menos.
Não me apetece escrever! – Grito, muda. E rola uma lágrima perdida nesta “casa de paredes caídas”.
Minto.
Hoje sonhei que me tinha despedido. Ia morar para o Brasil. No sonho estava a arrumar as gavetas da minha secretária. Ia embora. E sentia um aperto tão grande no coração: lá, não tenho amigos, pensava. Não tenho ninguém. Vou ficar sozinha… - Sempre este medo, desde que me conheço, de estar comigo mesma. Almoço muitas vezes sozinha, vou para a praia sozinha, vou lanchar sozinha, vou ver o local em que o rio entra no mar sozinha. Aparentemente sei estar comigo. Minto. Não sei. Tenho tanto medo de não saber, que me obrigo a estar.
Vou escrever futilidades, que é para isso que me pagam. Não para divagar sobre sentimentalidades medíocres que não interessam a ninguém. Vou gastar um pouco mais as palavras. Que valem cada vez menos.
Hoje a manhã acordou mais cinzenta… E o meu sorriso menos brilhante. Sem mais porquês, escrevi todas estas blasfémias sentimentais desprovidas de sentido, confusas, amontoadas... Para me esconder de mim mesma, nesta "praia deserta dos dias que passam onde guardo um sonho que nunca chegou", como diz a música dos Toranja.
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